Rio Branco, 29 de abril de 2026.

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Distribuidoras garantem que não há risco de desabastecimento de combustíveis no Acre

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Acre, Sindepac, afirmou nesta quinta-feira, 12, que a informação da possível falta de combustíveis no Acre não procede, o motivo do desabastecimento de combustível seria o conflito no Oriente Médio.

Foto: Pietra Dorneles/Jornal Midiamax

“As bases de Distribuidoras em Rio Branco explicaram que não há esse risco de desabastecimento. O que ocorre é que existe uma adequação no pedido dos postos bandeirados”, são postos de combustíveis que possuem contrato de exclusividade com a distribuidora de combustíveis, a fim de evitar compras excessivas e gerar falta de produto aos demais postos.

Isso pode acarretar atrasos na hora da entrega, sobretudo podendo haver demora no pedido por parte do revendedor, mas não significa que o combustível vai faltar.

Diante disso, o Sindepac pede cautela da população do estado e afirma que, neste momento, não há riscos. Aos associados, basta verificarem essa adequação junto as Distribuidoras em que compram o produto.

Entenda a situação
A tensão no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, tem provocado impactos na economia global, especialmente no preço do barril de petróleo, que já ultrapassou a marca de US$ 100 no mercado internacional. O que já começa a refletir no mercado de combustíveis brasileiro e pode atingir também os consumidores do Acre.

Impacto já começa a ser sentido no Acre
No Acre, o Sindepac informa que os revendedores já têm percebido aumento no preço de aquisição dos combustíveis junto às distribuidoras. Segundo o sindicato, “já ocorreram dois reajustes lineares, tanto na gasolina quanto no diesel, que, somados, representam aumento de cerca de 35 centavos por litro”.

O Sindepac ressalta que, oficialmente, ainda não houve anúncio de reajuste pela Petrobras.

Possível aumento nas bombas
Com a chegada de novos estoques comprados pelas distribuidoras, a tendência é que os reajustes comecem a aparecer nos postos nos próximos dias.

O sindicato destaca que os revendedores são o último elo da cadeia de comercialização e não têm controle sobre os preços, que já chegam reajustados pelas distribuidoras.

Ainda não é possível calcular qual será o impacto final para o consumidor acreano, já que o valor nas bombas depende de fatores como logística, frete, distribuidoras e custos operacionais.

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