Rio Branco, 23 de junho de 2026.

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Eclipse lunar: Lua de Sangue poderá ser vista no Acre nesta terça-feira às 5h

O Acre é um dos estados brasileiro em que será possível ver o evento Foto: reprodução

Um novo eclipse lunar, conhecido popularmente como “Lua de sangue” está previsto para esta terça-feira, 3. O fenômeno sempre mobiliza curiosos e especialistas, e apesar do Brasil não estar na melhor posição geográfica para acompanhar o espetáculo completo, no Acre, será possível assistir ao evento às 5h.

“No Acre, por volta das 5h da manhã, já começa a ser possível perceber a sombra avançando. O máximo do encobrimento ocorre perto das 5h45, quando quase toda a Lua estará coberta”, explica o astrônomo Thiago Signorini Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A notícia, porém, não é animadora para a maior parte do território brasileiro: “Infelizmente, na maior parte do Brasil a gente só vai ver o eclipse penumbral, que é um leve escurecimento da Lua cheia e que é um efeito difícil de perceber”, diz Thiago.

Em cidades como São Paulo e Brasília, o fenômeno ocorre por volta das 6h da manhã, já com a Lua muito baixa no horizonte oeste e pouco antes do nascer do Sol, o que dificulta ainda mais a observação. Assim como no Acre, em Rondônia e no oeste do Amazonas, será possível acompanhar parte do eclipse parcial.

Ainda assim, ele ressalta que o Brasil não é o melhor ponto do planeta para este eclipse. As condições ideais estarão no Pacífico, em regiões como a Nova Zelândia e ilhas como Fiji, onde a totalidade será plenamente visível.

O fenômeno ocorre quando há um alinhamento preciso entre Sol, Terra e Lua.

“A Terra se coloca entre o Sol e a Lua. Então a Lua fica atrás da sombra que a Terra projeta. É um alinhamento desses três corpos”, explica.

Segundo ele, no eclipse parcial vemos a sombra da Terra avançando sobre o disco lunar, como se fosse “uma mordida” escurecendo a Lua cheia. Já no eclipse total ocorre o fenômeno mais aguardado.

“Quando ela está perfeitamente alinhada, a luz do Sol não consegue mais chegar diretamente à superfície da Lua. Mas atravessa a atmosfera da Terra antes de chegar lá. Só a parte vermelha da luz consegue passar, enquanto a azul é espalhada. Por isso a Lua fica avermelhada, como no pôr do sol”, afirma.

O apelido Lua de sangue, segundo o astrônomo, é mais uma expressão de impacto popular do que um termo científico, mas traduz bem o efeito visual provocado pela filtragem atmosférica.

Com informações da Agência Brasil

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