Rio Branco, 21 de maio de 2026.

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Em homenagem aos doadores de órgãos e pacientes transplantados, Fundhacre realiza plantio no “Jardim da Vida”

Plantio simbólico de 11 mudas Foto: Thaynar Moura

Em alusão ao Dia Mundial do Rim, celebrado em 12 de março, a Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), em Rio Branco, realizou nesta sexta-feira, 13, o evento “Raízes da Vida”, marcado pelo plantio simbólico de 11 mudas no espaço denominado “Jardim da Vida”. A iniciativa presta homenagem a doadores de órgãos e pacientes transplantados atendidos pela unidade.

O jardim foi criado como um espaço de memória e reconhecimento às famílias que autorizaram a doação de órgãos e contribuíram para salvar vidas. Cada muda plantada simboliza um gesto de solidariedade e representa uma nova chance para quem aguardava por um transplante.

A presidente da Fundhacre, Soron Steiner, destacou que o momento também serve para reforçar a importância da prevenção das doenças renais e ampliar o debate sobre a doação de órgãos.

“Comemoramos o Dia Mundial do Rim e a Fundhacre vem, junto com seus parceiros, organizando ações de conscientização para evitar que as pessoas precisem chegar ao tratamento de hemodiálise. Apesar de ser um tratamento de excelência, ele traz sofrimento e dependência ao paciente. O objetivo é reforçar a prevenção, mas também garantir que, quando necessário, haja um órgão disponível em tempo hábil para salvar vidas”, afirmou.

O especialista em transplante hepático Dr. Tércio Genzini explicou que o Jardim da Vida também funciona como um símbolo de gratidão às famílias que, mesmo em momentos de dor, autorizam a doação de órgãos.

“A ideia do Jardim da Vida é uma lembrança e, ao mesmo tempo, uma homenagem às famílias que, em um momento de dor, lembraram que poderiam salvar outras vidas. Cada planta representa um doador e simboliza o florescimento de uma nova vida para quem recebeu o órgão e ganhou uma segunda chance”, destacou.

O médico também chamou atenção para a baixa taxa de doação de órgãos no Acre e para a necessidade de ampliar a conscientização da população.

“A doação de órgãos no Acre ainda é muito pequena. O estado tem um potencial muito maior, mas muitas famílias ainda recusam, muitas vezes por falta de informação ou dificuldades naquele momento de dor. Com apoio do poder público e dos hospitais, isso pode ser superado”, pontuou.

Acre possui atualmente cerca de 800 pacientes em hemodiálise Foto: Thaymar Moura

Durante o evento, o presidente da Associação dos Pacientes Renais Crônicos do Acre (Apartac), Silvério Júnior, ressaltou os desafios enfrentados por quem convive com a doença renal.

“Além da rotina de três sessões de hemodiálise por semana, os pacientes enfrentam dificuldades com locomoção e também com a alimentação adequada, que é essencial para o tratamento”, explicou.

Segundo ele, o Acre possui atualmente cerca de 800 pacientes em hemodiálise, além de outros que realizam tratamento conservador com medicamentos e acompanhamento médico para tentar retardar a progressão da doença.

O momento também reuniu pacientes transplantados, entre eles Jonas Barros Pedroza, de 66 anos, que recebeu um transplante de fígado no dia 20 de novembro. Mesmo com chuva, ele fez questão de participar da cerimônia e levou uma muda de ipê para ser plantada no Jardim da Vida.

Emocionado, Jonas agradeceu à equipe médica que o acompanhou durante o tratamento e destacou o significado do transplante em sua vida.

“Sou muito grato a toda a equipe médica que cuidou de mim nesse período. Estar aqui hoje representa uma nova chance de vida”, afirmou.

O Jardim da Vida passa a integrar o espaço da Fundhacre como um símbolo permanente de reconhecimento aos doadores de órgãos e de esperança para pacientes que aguardam por um transplante.

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