Rio Branco, 3 de junho de 2026.

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Há quase duas décadas no parkour, Thiago Silva quer estruturar escola da modalidade

Tiago já tem mais de 20 anos dedicados ao parkour – Foto: acervo pessoal

A trajetória de Thiago Silva nas acrobacias começou ainda na infância, inspirada por filmes de ação e pelo desejo de um dia atuar como dublê. Sem acesso a professores ou formação específica na área, ele tentou aprender por meio da capoeira, mas decidiu seguir de forma independente.

Aos 14 anos, executou o primeiro salto mortal para trás no quintal da casa da avó, ao lado de amigos. Desde então, desenvolveu suas habilidades de forma autodidata.

“Eu sempre aprendi tudo que eu desenvolvi até aqui sozinho.” Hoje, ele soma 21 anos dedicados às acrobacias.

O início no parkour

O contato com o parkour aconteceu em outubro de 2007, quando tinha 17 anos. Durante um treino de artes marciais, conheceu praticantes da modalidade e foi convidado para um treino.

“Desde então, eu nunca mais parei de praticar parkour”, afirma Silva.

Imagem de um treino realizado no quintal da casa da casa da mãe (local que eu usava como Centro de treinamento) ano 2012Foto acervo pessoal

Ele passou a associar o parkour às acrobacias dentro da vertente conhecida como freerunning, que inclui movimentos acrobáticos nos deslocamentos urbanos.

Segundo Thiago, a prática da modalidade no Acre sempre exigiu adaptação.

“O parkour é uma cultura urbana desenvolvida para estruturas mais elaboradas. E aqui em Rio Branco nós não temos todo esse aparato.”

Diante disso, ele passou a utilizar espaços públicos e áreas abertas para treinar, além de manter o foco nas acrobacias, que exigem menos estrutura fixa.

Da prática informal ao ensino

Com quase duas décadas de experiência no parkour, Thiago passou a ser procurado por iniciantes interessados em aprender. Durante anos, ofereceu orientações de forma gratuita.

“Tudo que eu ensinava era filantrópico.”

Em meados de 2024, decidiu formalizar as aulas e atualmente completa dois anos como instrutor.

Além das aulas, já participou como jurado em eventos realizados em Maracanaú e Fortaleza, no Ceará.

Estrutura e projeto

Atualmente, os treinos acontecem no Parkour Parque, localizado no Horto Florestal, em Rio Branco. Thiago afirma que foi o idealizador do projeto e que contratou um arquiteto para desenvolver o desenho da estrutura e, junto à vereadora Elzinha Mendonça, conseguiu recursos públicos para construção.

Ele também mantém um centro de treinamento no bairro Xavier Maia, próximo ao Ifac, onde ministra aulas de acrobacias com tatames e colchões para garantir segurança durante os treinos.

O próximo passo, segundo ele, é estruturar a primeira escola de parkour do Acre, oferecendo formação organizada e ampliando o acesso à modalidade no estado.

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