Rio Branco, 21 de julho de 2026.

Campanha Prefeitura Trabalha pra Gente

Mesmo com menos casos de gripe, Acre registra maior número de internações por síndromes respiratórias graves em três anos

Crianças e idosos são os mais afetados pelos casos de síndromes respiratórias – Foto reprodução

Embora o número de atendimentos por síndrome gripal tenha diminuído em 2026, o Acre vive um cenário oposto quando se analisam os casos mais graves das doenças respiratórias. Dados do Boletim Epidemiológico nº 23 da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) mostram que o estado registrou, nas primeiras 27 semanas epidemiológicas deste ano, o maior número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) dos últimos três anos, indicando um aumento da gravidade dos casos acompanhados pela rede de saúde.

Entre as semanas epidemiológicas 1 e 27, foram contabilizadas 1.929 internações por SRAG, número superior às 1.639 registradas em 2024 e às 1.425 de 2025. Em contrapartida, os atendimentos por síndrome gripal nas quatro unidades sentinelas do estado caíram para 12.594 consultas, contra 15.732 no ano passado e 14.664 em 2024, o menor volume do triênio.

A comparação revela que, apesar da redução nos casos leves monitorados pelas unidades sentinelas, mais pacientes evoluíram para quadros que exigiram internação hospitalar, especialmente crianças e idosos, grupos considerados mais vulneráveis às complicações das infecções respiratórias.

O próprio boletim destaca que 2026 apresentou um comportamento epidemiológico atípico. As internações permaneceram elevadas desde o início do ano, com 71 casos já na segunda semana epidemiológica, alcançando o pico de 103 hospitalizações na semana 22. Segundo a análise da Sesacre, esse cenário está associado principalmente ao aumento dos casos de bronquiolite e pneumonia em crianças, além da circulação de vírus respiratórios que também provocam complicações graves em idosos e pessoas com doenças crônicas.

Entre os agentes identificados nas amostras coletadas de pacientes hospitalizados, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) aparece como o principal responsável pelas internações, seguido pelo rinovírus e pela Influenza A. O boletim chama atenção para o crescimento contínuo do VSR, que passou de 271 casos em 2025 para 341 em 2026, consolidando-se como a principal causa de bronquiolite e de infecções graves das vias respiratórias inferiores no estado. O rinovírus também apresentou aumento, passando de 201 para 316 detecções no mesmo período.

A análise da distribuição por faixa etária reforça o impacto sobre os extremos da vida. Crianças de até 9 anos e idosos com 60 anos ou mais continuam sendo os grupos com maior número de internações. Apenas entre os idosos foram registrados 359 casos até a semana 27, enquanto crianças de 2 a 4 anos somaram 401 internações, o maior total entre todas as faixas etárias analisadas.

Outro aspecto observado pela vigilância epidemiológica é a mudança no perfil dos vírus circulantes. Enquanto o rinovírus permanece como o principal agente das síndromes gripais atendidas nas unidades sentinelas, a circulação do SARS-CoV-2 caiu drasticamente. Em 2026 foram identificados apenas cinco casos de covid-19 entre as amostras analisadas para síndrome gripal, contra 55 no mesmo período do ano anterior.

Diante do cenário, a Sesacre reforça a importância das medidas preventivas, como a vacinação contra influenza, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas, além da higiene das mãos e da etiqueta respiratória, para reduzir o risco de agravamento das infecções respiratórias.

Compartilhe em suas redes

» Mais Lidas

1
Tião Bocalom destaca importância da liberdade de imprensa durante...
2
Legado, Oportunidade
Morre empresário que acreditava no esporte como transformação na ...
3
Médicos do estado decidem deflagrar greve na sexta-feira
4
Calixto falando ou dizendo?
5
Bombeiros iniciam busca por pai e filho que desapareceram após sa...
Grupo Oficial no WhatsApp

» Notícias Relacionadas

Campanha Prefeitura Trabalha pra Gente