
Levantamento divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), nesta quarta-feira, 18, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o Acre aparece na 17º posição dos estados com maior formalidade do mercado de trabalho, em porcentagem, o número significa que cerca de 54% da força de trabalho acreana se encontra em situação formal.
Segundo a publicação, o indicador de formalidade do mercado de trabalho faz parte de um dos pilares do Ranking de Competitividade dos Estados, no que diz respeito ao capital humano e considera trabalhadores com 14 anos ou mais. O indicador mede a proporção de pessoas com emprego formal em relação ao total de ocupados, um dos critérios analisados dentro do pilar.
De acordo com a pesquisa, a taxa de formalidade no Acre acompanha a média intermediária do país, ficando atrás de estados como Santa Catarina (73,3%), Distrito Federal (70,1%), São Paulo (69,2%) e Paraná (68,3%), que lideram o ranking com os maiores índices de trabalhadores com carteira assinada ou CNPJ.
Na outra ponta, atrás do Acre, estão estados como Pará (43,2%), Maranhão (43,7%), Piauí (45,3%) e Ceará (46,5%), entre os últimos colocados no ranking de estados com maior formalidade do mercado de trabalho.
O levantamento também detalha o que é considerado informalidade. Entram nessa categoria trabalhadores sem carteira assinada, empregadores sem CNPJ, autônomos não formalizados e trabalhadores familiares auxiliares.
Apesar de não estar entre os primeiros colocados, o percentual indica que mais da metade da força de trabalho acreana está inserida no mercado formal, o que impacta diretamente em aspectos como acesso a direitos trabalhistas, estabilidade de renda e contribuição previdenciária.
Ainda assim, se 54% da população se encontra com posto de trabalho formal, aproximadamente 46% da força de trabalho no Acre enfrenta a informalidade, uma taxa alta, se comparada às unidades da federação que estão entre os primeiros colocados.
O ranking tem como objetivo avaliar a competitividade dos estados brasileiros, destacando aqueles com melhores condições estruturais para o desenvolvimento econômico, sendo a formalização do trabalho um dos fatores-chave nesse cenário.
Confira o ranking completo:
1º – Santa Catarina (73,3%)
2º – Distrito Federal (70,1%)
3º – São Paulo (69,2%)
4º – Paraná (68,3%)
5º – Rio Grande do Sul (67,7%)
6º – Mato Grosso do Sul (67,3%)
7º – Mato Grosso (64,9%)
8º – Goiás (64,4%)
9º – Minas Gerais (63,4%)
10º – Rio de Janeiro (61,9%)
11º – Espírito Santo (61,3%)
12º – Rio Grande do Norte (58,1%)
13º – Tocantins (57,2%)
14º – Rondônia (54,6%)
15º – Amapá (54,2%)
16º – Alagoas (54%)
17º – Acre (54%)
18º – Roraima (53,3%)
19º – Pernambuco (50,3%)
20º – Sergipe (50,1%)
21º – Paraíba (49,8%)
22º – Bahia (49,3%)
23º – Amazonas (47,1%)
24º – Ceará (46,5%)
25º – Piauí (45,3%)
26º – Maranhão (43,7%)
27º – Pará (43,2%)








