
O empresário Paulo Henrique Felício, dono da rede de restaurantes Deck, participou nesta terça-feira, 14, do podcast Sem Filtro, apresentado pela jornalista Daigleíne Cavalcante, no Portal Acre. Durante a conversa, ele relembrou o início da trajetória no empreendedorismo, falou sobre os desafios de construir um negócio próprio mesmo vindo de uma família empresária e destacou o papel da experiência do cliente e da valorização da equipe no crescimento da marca.
Administrador de formação e filho de uma família já inserida no setor empresarial, a conhecida Miragina, Paulo Henrique contou que o caminho até o ramo da gastronomia não foi exatamente planejado, mas foi sendo construído aos poucos, entre vivências, observação e iniciativa própria.
“Eu venho de uma família empresária. Desde novo sempre convivi ali com meu pai, com a minha família, na empresa da família. E, à medida que eu ia trabalhando, eu ia me interessando também por essa linha de restaurante”, afirmou.
Começo simples e sem apoio imediato
Apesar de reconhecer os privilégios de ter crescido em um ambiente empresarial, Paulo Henrique fez questão de destacar que o início do Deck não aconteceu com estrutura pronta ou apoio financeiro imediato da família. Segundo ele, a ideia começou de forma simples, ainda na Expoacre, com uma barraca vendendo esfirras.
“Começou numa Expoacre, ali, uma barraquinha vendendo esfirra. Literalmente foi isso”, contou.

O empresário também relatou que o primeiro ponto comercial só foi possível graças à confiança de um conhecido, proprietário do imóvel onde nasceu a primeira unidade do Deck Sushi. Sem capital suficiente para abrir o restaurante, ele recebeu as chaves e a chance de começar, pagando apenas quando o negócio já estivesse funcionando.
Entre a paixão por comer e a visão de negócio
Paulo Henrique também contou que o gosto por restaurantes e pela boa comida teve influência direta na escolha do ramo em que decidiu investir. O Deck Sushi surgiu, segundo ele, em um momento em que ainda havia pouca oferta de culinária japonesa na capital acreana. A proposta, desde o início, era apostar não apenas no produto, mas na experiência.
“O maior diferencial, o que eu consigo enxergar ali atrás e continuo acreditando muito hoje, é isso: tudo se resolve quando você tem foco no cliente”, afirmou.
Com mais de 150 funcionários, o empresário disse que aprendeu ao longo do tempo que o cliente não está apenas do lado de fora. Dentro da empresa, o colaborador também precisa ser visto, acolhido e desenvolvido.
“Nosso colaborador é nosso cliente também”, resumiu.
Ele destacou que boa parte das lideranças atuais da empresa foi formada dentro da própria operação, com funcionários que começaram em funções mais básicas e cresceram junto com o negócio.
“Mais da metade da liderança foi criada em casa. Eu falo isso com muito orgulho”, disse.







