Rio Branco, 16 de abril de 2026.

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De barraca na Expoacre à rede consolidada: Paulo Henrique Felício relembra início do Deck e fala sobre desafios de empreender

Paulo Felício e Daigleíne durante o Sem Filtro desta terça-feira – Foto Lucas Dourado

O empresário Paulo Henrique Felício, dono da rede de restaurantes Deck, participou nesta terça-feira, 14, do podcast Sem Filtro, apresentado pela jornalista Daigleíne Cavalcante, no Portal Acre. Durante a conversa, ele relembrou o início da trajetória no empreendedorismo, falou sobre os desafios de construir um negócio próprio mesmo vindo de uma família empresária e destacou o papel da experiência do cliente e da valorização da equipe no crescimento da marca.

Administrador de formação e filho de uma família já inserida no setor empresarial, a conhecida Miragina, Paulo Henrique contou que o caminho até o ramo da gastronomia não foi exatamente planejado, mas foi sendo construído aos poucos, entre vivências, observação e iniciativa própria.

“Eu venho de uma família empresária. Desde novo sempre convivi ali com meu pai, com a minha família, na empresa da família. E, à medida que eu ia trabalhando, eu ia me interessando também por essa linha de restaurante”, afirmou.

Começo simples e sem apoio imediato

Apesar de reconhecer os privilégios de ter crescido em um ambiente empresarial, Paulo Henrique fez questão de destacar que o início do Deck não aconteceu com estrutura pronta ou apoio financeiro imediato da família. Segundo ele, a ideia começou de forma simples, ainda na Expoacre, com uma barraca vendendo esfirras.

“Começou numa Expoacre, ali, uma barraquinha vendendo esfirra. Literalmente foi isso”, contou.

As famosas esfirras do Deck se tornaram sinônimo de sabor e qualidade no Acre – Foto Lucas Dourado

O empresário também relatou que o primeiro ponto comercial só foi possível graças à confiança de um conhecido, proprietário do imóvel onde nasceu a primeira unidade do Deck Sushi. Sem capital suficiente para abrir o restaurante, ele recebeu as chaves e a chance de começar, pagando apenas quando o negócio já estivesse funcionando.

Entre a paixão por comer e a visão de negócio

Paulo Henrique também contou que o gosto por restaurantes e pela boa comida teve influência direta na escolha do ramo em que decidiu investir. O Deck Sushi surgiu, segundo ele, em um momento em que ainda havia pouca oferta de culinária japonesa na capital acreana. A proposta, desde o início, era apostar não apenas no produto, mas na experiência.

“O maior diferencial, o que eu consigo enxergar ali atrás e continuo acreditando muito hoje, é isso: tudo se resolve quando você tem foco no cliente”, afirmou.

Com mais de 150 funcionários, o empresário disse que aprendeu ao longo do tempo que o cliente não está apenas do lado de fora. Dentro da empresa, o colaborador também precisa ser visto, acolhido e desenvolvido.

“Nosso colaborador é nosso cliente também”, resumiu.

Ele destacou que boa parte das lideranças atuais da empresa foi formada dentro da própria operação, com funcionários que começaram em funções mais básicas e cresceram junto com o negócio.

“Mais da metade da liderança foi criada em casa. Eu falo isso com muito orgulho”, disse.

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