Rio Branco, 8 de abril de 2026.

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Família acusa médico de agressão a paciente na UPA da Sobral; profissional diz que foi agredido e apenas se defendeu

Um caso grave envolvendo suposta agressão dentro de uma unidade de saúde pública veio à tona neste domingo, 5, na UPA da Sobral, em Rio Branco. A denúncia foi feita por Lucineide Azevedo, esposa de Francimar Gomes Machado, paciente com histórico de traumatismo cranioencefálico (TCE) grave.

De acordo com o relato, Francimar sofreu um acidente de moto há cerca de nove meses, que resultou em um quadro crítico, incluindo a perda de aproximadamente 20% da massa cefálica e a necessidade de duas cirurgias no cérebro. Desde então, ele apresenta sequelas.

Nas últimas semanas, segundo Lucineide, o quadro clínico do paciente se agravou, com episódios frequentes de convulsões e surtos. A família afirma que buscou atendimento médico por pelo menos cinco vezes, sem resolução do problema.

No domingo, diante de mais uma crise, a esposa acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o paciente foi encaminhado à UPA da Sobral.

Ainda conforme a esposa, ao chegar na unidade, o atendimento teria sido marcado por resistência e falta de preparo da equipe para lidar com o estado clínico do paciente, que estava em surto e desorientado. Ela relata que, após se recusar a deitar na maca, o homem foi retirado à força por seguranças, a pedido da médica plantonista.

Horas depois, já na área de observação e sob efeito de medicação, Francimar teria sido novamente abordado já por um outro médico, identificado como Dr. Cassius Souza. Segundo a denúncia, ao acordar assustado e ainda desorientado, o paciente apenas pediu para que o profissional não se aproximasse.

“Ele só levantou as mãos e pediu para o médico sair, porque não reconhecia ninguém. Em nenhum momento encostou no médico”, afirmou Lucineide.

Mesmo assim, a esposa acusa o médico de ter reagido com agressão física. “O médico disse que daria um tapa e, em seguida, bateu no rosto do meu esposo, que estava deitado na cama, sem condições de reação”, relatou.

A situação teria gerado revolta entre outros pacientes e acompanhantes presentes na unidade, que tentaram conter a ação. Ainda segundo a família, o profissional teria deixado o local afirmando que “não estava ali para aguentar frescura de paciente”.

Após o episódio, familiares tentaram registrar um boletim de ocorrência, mas relataram dificuldades, já que o paciente não tinha condições físicas e mentais de comparecer à delegacia naquele momento. A família pede providências e apuração rigorosa do caso.

No entanto, um boletim de ocorrência foi registrado pelo médico. Segundo sua versão, ele que foi agredido pelo paciente e ao se defender, Francimar acabou se lesionando, mas foi prontamente atendido pela equipe da unidade de saúde.

O caso vai ser investigado pelas autoridades competentes.

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