Rio Branco, 24 de abril de 2026.

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VÍDEO: Procurador da República no Acre e namorado são alvos de homofobia em Brasília; entenda o caso

Um vídeo publicado nas redes sociais pelo pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Renan Quinalha, na última quarta-feira, 22, expõe um caso de homofobia que ele e o companheiro, o procurador da República no Acre, Lucas Dias, sofreram no Aeroporto de Brasília.

No relato, Quinalha conta que foi alvo de um ato homofóbico ao lado do namorado, enquanto retornavam de um evento acadêmico em Florianópolis (SC). Além de descrever o episódio, o professor chama atenção para o papel da exposição pública como ferramenta de enfrentamento à esse tipo de violência.

Entenda o caso

Segundo Quinalha, o casal estava apenas abraçado em uma área comum do aeroporto quando um homem, acompanhado da família, passou a gritar pedindo que eles “moderassem” o comportamento.

Ao reagir, o professor teria respondido que estava apenas abraçando o namorado e o continuaria abraçando.

Após ser confrontado, o homem alegou falta de respeito por estar com a família, ao que Quinalha respondeu:

“Ele é a minha família. E você tem que respeitar”, relatou.

Durante a discussão, Quinalha destacou que a atitude configurava crime de homofobia, o que, segundo o pesquisador, fez com que o homem recuasse.

“Foi quando eu disse que homofobia é crime que ele baixou a cabeça”, relatou.

Apesar da situação, o casal optou por não acionar a Polícia Federal naquele momento, devido à proximidade do embarque. Ainda assim, o professor reforça que a denúncia formal é importante, sempre que possível.

“Quando a gente compartilha uma situação de homofobia, a gente educa outras pessoas, conscientiza e fortalece a comunidade”, disse.

Homofobia e preconceito

No relato, o professor destaca que o episódio evidencia como demonstrações simples de afeto entre pessoas do mesmo sexo ainda são vistas como “inadequadas” por parte da sociedade.

“Certamente, se fosse um casal heterossexual, não teria problema nenhum […] Isso mostra como a homofobia vai sendo produzida no dia a dia, de forma direta”, pontuou.

Veja o relato:

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