Rio Branco, 26 de maio de 2026.

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Acre reduz desmatamento em 32% no acumulado anual, mas alertas crescem no início de 2026

Desmatamenton reduziu no Acre mais do que os estados vizinhos na região Norte – Foto cedida

O Acre registrou redução de 32% no desmatamento acumulado entre agosto de 2025 e abril de 2026, segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon. Apesar da queda no consolidado anual, os números mensais do início deste ano mostram crescimento gradual dos alertas, indicando pressão crescente sobre a floresta acreana.

De acordo com o levantamento divulgado nesta segunda-feira (25), o estado saiu de 287 quilômetros quadrados desmatados no período de agosto de 2024 a abril de 2025 para 195 quilômetros quadrados no acumulado mais recente. O desempenho colocou o Acre entre os estados da Amazônia Legal que conseguiram reduzir a devastação no período analisado.

A redução acreana foi superior à observada em Rondônia (-26%) e Maranhão (-2%), embora abaixo dos percentuais registrados no Pará (-49%), Amazonas (-40%) e Amapá (-43%). Roraima foi o único estado a apresentar aumento expressivo no acumulado, com alta de 24%.

No recorte apenas do mês de abril, o Acre teve redução ainda mais significativa. O estado registrou 2 km² de desmatamento em abril de 2026, contra 5 km² no mesmo mês do ano passado, uma queda de 60%.

Mesmo assim, a sequência dos dados mensais de 2026 acendeu um sinal de atenção. Em janeiro, o SAD detectou 1 km² de desmatamento no Acre. Em fevereiro, foram 2 km². Em março, o índice subiu para 3 km², antes de recuar para 2 km² em abril.

Embora os números absolutos permaneçam baixos em comparação com outros estados amazônicos, o comportamento da curva mostra avanço gradual dos alertas ao longo do primeiro trimestre, movimento que especialistas costumam observar como indicativo de pressão crescente sobre áreas florestais.

Os dados gerais da Amazônia Legal mostram que o desmatamento caiu 25% em abril de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, passando de 234 km² para 175 km². Mato Grosso concentrou 40% de toda a devastação registrada no mês, seguido por Amazonas (24%) e Roraima (22%). O Acre respondeu por apenas 1% do total detectado.

O relatório também aponta que 79% do desmatamento ocorrido na Amazônia Legal aconteceu em áreas privadas ou sob diferentes estágios de posse. Outros 13% ocorreram em assentamentos, 7% em unidades de conservação e 1% em terras indígenas.

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