
O Ministério Público do Estado do Acre lançou, na manhã desta segunda-feira (4), a campanha “Sinal de Alerta: Conhecer é Proteger”, com foco no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes. A iniciativa integra as ações do Maio Laranja e busca mobilizar a sociedade para reconhecer sinais de abuso e agir de forma responsável diante de suspeitas.
O lançamento ocorreu na sede da instituição e reuniu representantes da rede de proteção, autoridades e estudantes. A campanha aposta em informação, prevenção e articulação institucional como estratégias centrais para enfrentar um problema que, segundo dados recentes, segue preocupante no estado.
Um dos pilares da campanha do MPAC é a parceria firmada com a Secretaria de Estado de Educação, que permitirá a realização de ações nas escolas. A proposta é capacitar professores, orientar estudantes e envolver famílias no processo de identificação precoce de sinais de violência.
Para o secretário de Educação, Reginaldo Prates, o ambiente escolar desempenha papel fundamental na rede de proteção. “Perceber comportamentos dos nossos estudantes é fundamental para combater uma violência que, muitas vezes, ocorre de forma silenciosa”, afirmou.
A campanha também investe em estratégias digitais para ampliar o alcance das informações. Conteúdos educativos — como vídeos, cartilhas e materiais gráficos — serão divulgados nas redes sociais e reunidos em uma plataforma online acessível ao público.
Entre os destaques está o livro “Conhecendo o Meu Corpinho”, voltado ao público infantil, que aborda de forma lúdica noções de autocuidado e respeito ao corpo, contribuindo para a prevenção desde os primeiros anos de vida.

Durante o lançamento, o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, enfatizou que o enfrentamento à violência sexual contra crianças não deve se limitar a campanhas pontuais.
“Não basta indignar-se. É preciso estar atento. A proteção é uma responsabilidade compartilhada e permanente”, afirmou.
A campanha contará com apoio de influenciadores digitais e embaixadores institucionais para ampliar a disseminação das informações. A expectativa é alcançar diferentes públicos e fortalecer a conscientização coletiva.
Diante dos dados do relatório e da persistência dos casos no estado, a iniciativa surge como mais um esforço para romper o ciclo de silêncio e violência, reforçando que a proteção de crianças e adolescentes depende da vigilância e do compromisso de toda a sociedade.
Dados recentes reforçam urgência do tema
De acordo com o relatório da Polícia Civil do Acre (PCAC) divulgado no fim de abril sobre crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, a maioria das vítimas no estado é composta por meninas, com forte concentração de casos entre crianças. O levantamento também aponta que os crimes ocorrem, em grande parte, dentro do ambiente familiar ou em círculos próximos, o que dificulta a denúncia e prolonga situações de abuso.
Com informações da Agência de Notícias do MPAC








