Rio Branco, 26 de junho de 2026.

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Crianças de até 9 anos concentram maior número de internações por síndrome respiratória grave no Acre

Aumento de casos reforça importância da vacinação – Foto cedida

O avanço das síndromes respiratórias no Acre tem atingido com maior intensidade as crianças. Dados do Boletim Epidemiológico nº 21 da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) mostram que os pacientes de até 9 anos concentram o maior número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) registradas no estado em 2026, evidenciando uma mudança no perfil da doença em relação aos anos anteriores.

Entre as semanas epidemiológicas 1 e 23, a faixa etária de 2 a 4 anos liderou as hospitalizações, com 343 casos. Em seguida aparecem as crianças de 5 a 9 anos, que somam 304 internações, e os menores de 2 anos, com 248 registros. Juntos, esses três grupos acumulam 895 internações, número que supera, isoladamente, o total registrado em qualquer outra faixa etária.

Embora os idosos com 60 anos ou mais continuem figurando entre os grupos mais vulneráveis, com 305 internações, o boletim destaca que a pressão hospitalar em 2026 se concentrou “de forma inédita” na pediatria. Segundo a análise da Sesacre, o comportamento observado confirma que os extremos da vida permanecem mais suscetíveis à evolução dos quadros gripais para formas graves da doença.

O documento atribui esse cenário, principalmente, ao avanço do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que apresentou crescimento expressivo em 2026 e passou a ser o principal agente associado aos casos graves de síndrome respiratória. Também houve aumento da circulação do rinovírus, enquanto a participação da Covid-19 entre as SRAGs diminuiu em comparação com anos anteriores.

A preocupação com o público infantil também aparece na análise dos óbitos. O boletim aponta crescimento contínuo das mortes entre crianças menores de 2 anos, que passaram de três registros em 2024 para nove em 2026. Somadas, as faixas etárias de 0 a 19 anos responderam por 52% de todos os óbitos por SRAG registrados no estado neste ano, indicando uma mudança no perfil epidemiológico da doença.

Outro fator que acende o alerta é a baixa cobertura vacinal contra a influenza entre as crianças. Segundo a Sesacre, apenas 41,02% do público de seis meses a menores de seis anos recebeu a vacina, percentual muito abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Para a Secretaria, a baixa adesão à campanha favorece a evolução de quadros gripais para formas graves, especialmente durante o período de maior circulação dos vírus respiratórios.

Diante do cenário, a Secretaria de Estado de Saúde reforça a importância da vacinação dos grupos prioritários, da higiene frequente das mãos, da etiqueta respiratória e da busca precoce por atendimento médico diante de sintomas persistentes, principalmente em crianças pequenas, que atualmente representam o grupo com maior demanda por internações no estado.

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