
Pouco mais de um mês após o ataque registrado no Instituto São José, em Rio Branco, quando um adolescente de 14 anos entrou armado na escola e matou duas servidores com tiros de pistola, profissionais da educação e da segurança pública participaram, nesta segunda-feira, 8, da abertura do Curso de Prevenção e Contramedidas à Violência Extrema Escolar. A capacitação é promovida pelo governo do Estado, por meio da Polícia Civil do Acre, em parceria com a Polícia Civil do Distrito Federal e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O curso reúne gestores escolares, professores e integrantes das forças de segurança com o objetivo de fortalecer protocolos de prevenção, identificar sinais de alerta e preparar os profissionais para situações de crise no ambiente escolar.
Segundo o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, a iniciativa faz parte de um conjunto de medidas adotadas após o episódio de violência registrado em maio.
“Estamos aproximando ainda mais a segurança pública da educação. Esse curso traz conhecimento tanto para os nossos policiais quanto para gestores, coordenadores e professores, para que possam identificar comportamentos de risco e agir de forma adequada. Nossa expectativa é zerar esse tipo de problema no ambiente escolar”, afirmou.

O secretário de Estado de Educação, Reginaldo Prates, destacou que a capacitação busca oferecer mais segurança aos profissionais que atuam diretamente nas escolas.
“Esse treinamento vai trazer uma sensibilidade maior em relação a comportamentos que possam indicar riscos e também orientar como agir diante dessas situações. É um trabalho integrado entre educação e segurança pública para que a resposta seja rápida e eficiente”, disse.
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin, explicou que o curso foi buscado junto à Polícia Civil do Distrito Federal, considerada referência na área.
“O curso trabalha tanto a prevenção quanto a atuação diante de situações de violência extrema. Não estamos transferindo a responsabilidade para os educadores, mas compartilhando conhecimento para que eles saibam identificar sinais e agir com serenidade caso necessário”, ressaltou.
O coordenador-geral de Combate ao Crime Organizado do Ministério da Justiça e Segurança Pública, delegado Getúlio Monteiro, destacou a importância da parceria entre governo federal e governo do Estado:
“É o governo federal presente aqui no Acre, principalmente na área da segurança pública, estão com diversos projetos focados aqui em Rio Branco, focados no Acre para potencializar o trabalho das forças de segurança. E nessa situação, Pedro Buzolin procurou o Ministério da Justiça imediatamente após o evento e a gente conseguiu fazer essa conexão entre o protocolo da Polícia Segura do Distrito Federal, uma metodologia que eles construíram junto com o FBI e trazer aqui para o Acre em 30 dias para treinar a educação”, explicou.

Presente na cerimônia, o deputado federal, Coronel Ulysses, destacou a importância da iniciativa e colocou o mandato à disposição para fortalecer ações voltadas à segurança nas escolas.
“O delegado Pedro Buzolin viabilizou esse treinamento não apenas para os policiais, mas também para servidores, professores e toda a comunidade escolar. Precisamos garantir que nossas crianças e os profissionais da educação tenham a segurança que merecem. Nosso mandato está à disposição para colaborar com recursos e articulações institucionais que fortaleçam esse trabalho”, afirmou.
Entre os participantes está a diretora da Escola de Gastronomia do Acre, Marineide Diógenes. Para ela, a capacitação chega em um momento importante para os profissionais da educação.
“Depois do ocorrido, todo mundo ficou abalado. Essa formação vai nos dar um norte sobre como agir e nos deixar mais seguros para trabalhar. No nosso caso, lidamos diariamente com utensílios e equipamentos que exigem atenção, então esse conhecimento é fundamental”, afirmou.
Ao todo, cerca de 270 pessoas devem ser capacitadas durante os dois dias de atividades, entre profissionais da rede estadual de ensino, representantes de escolas particulares e integrantes das forças de segurança. A proposta é formar multiplicadores que possam levar o conteúdo para outras instituições de ensino e reforçar a cultura permanente de prevenção à violência no ambiente escolar.











