
O estado do Acre perdeu cerca de 2 milhões de hectares de cobertura florestal entre 1985 e 2024, segundo a série histórica de cobertura e uso da terra do MapBiomas. Apesar da redução registrada ao longo das últimas quatro décadas, o estado ainda conserva aproximadamente 85% de seu território coberto por formações florestais, um dos maiores percentuais entre as unidades da Amazônia Legal.
De acordo com o levantamento, a área ocupada por florestas passou de aproximadamente 15,9 milhões de hectares, em 1985, para 13,9 milhões de hectares em 2024. No mesmo período, a agropecuária expandiu sua ocupação de cerca de 398 mil hectares para 2,42 milhões de hectares.
A série histórica mostra que a principal mudança na paisagem acreana ocorreu justamente na substituição de áreas florestais por usos agropecuários. Enquanto outras classes de cobertura apresentaram variações mais discretas ao longo do período, a agropecuária concentrou praticamente toda a expansão registrada pelo levantamento.
Os dados indicam ainda que as formações florestais permanecem amplamente predominantes no estado. Em 2024, elas ocupavam cerca de 85% do território acreano, enquanto a agropecuária representava aproximadamente 15% da área total. As demais classes de cobertura, como corpos d’água, áreas urbanas e vegetação campestre, correspondiam a parcelas significativamente menores.
O levantamento do MapBiomas também permite acompanhar a evolução anual dessas mudanças. A redução da cobertura florestal ocorreu de forma contínua ao longo da série histórica, embora em ritmos diferentes, enquanto a expansão da agropecuária acompanhou esse processo até alcançar mais de 2,4 milhões de hectares em 2024.
A base de dados reúne informações obtidas por sensoriamento remoto e imagens de satélite, permitindo acompanhar as transformações da cobertura e do uso da terra em todo o país desde 1985. Diferentemente dos levantamentos anuais de desmatamento, a série mostra a composição da paisagem em cada período, identificando quanto do território permanece coberto por florestas e quanto passou a ser ocupado por outras formas de uso.
Os dados são divulgados em um momento em que os indicadores mais recentes apontam redução do desmatamento no Acre em relação aos anos anteriores. A série histórica, porém, mostra a dimensão das mudanças acumuladas na paisagem ao longo das últimas quatro décadas e confirma que a cobertura florestal continua predominando no estado, apesar da expansão das áreas destinadas à agropecuária.








