
Nesta segunda-feira, 20, o podcast do Portal Acre recebeu o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, Cláudio Falcão. Durante a entrevista, Falcão revelou um dado preocupante. Segundo levantamentos do órgão, existem cerca de 25 a 30 mil pessoas vivendo em área de risco na capital acreana, o que significa uma previsão de 5 a 8 mil famílias morando em áreas de instabilidade e que deveriam ser retiradas dos seus atuais locais de moradia.
“É algo grave e muito significante. Para se ter uma ideia, nós temos, 231 bairros, e cerca de 86 bairros possuem risco hidrológico ou geológico, ou os dois juntos”, afirma.
Dados que refletem na população mais carente de Rio Branco, que não têm condições de construir uma moradia com resistência, o que deixa essas pessoas em situações de vulnerabilidade e mais suscetíveis a desastres.
Para se ter uma ideia da dimensão da problemática, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) fez um levantamento em quase 2 mil municípios do Brasil e Rio Branco ficou em 20º com mais áreas de risco.
“É uma situação preocupante, a enxurrada de 2023 foi um dos piores desastres monitorado pela Defesa Civil, quando mais de 14 mil pessoas foram atingidas, em razão da ocupação desordenada”, afirma.

Um dos principais problemas para retirada das famílias das áreas de risco é a questão do déficit habitacional, já que quem m mora em área de risco precisa ser levada para um local seguro. No entanto, há também uma questão cultural que faz com que muitos moradores retornem para seus antigos lares em áreas de risco, mesmo sendo contemplados com residências em locais seguros. “Infelizmente, uma parte dos comtemplados acaba voltando para essas áreas de risco. É necessário a proibição para que essas pessoas não retornem, além de dar condições ideias para que não tenha o retorno as áreas de risco, tenha também uma fiscalização do Poder Público para que essas áreas não sejam novamente ocupadas, seja pelos mesmo moradores ou por novas famílias”, explica.
Um dado que reflete essa problemática é que nos últimos anos, a Defesa Civil já evitou cerca de 500 ocupações irregulares em áreas de risco.
“Então, ficou um espaço vazio, ocupa com algo, o poder público tem que ocupar essas áreas, seja com reflorestamento ou com algo permitido, além de reforçar a fiscalização, aí sim a gente vai parar de enxugar gelo”, diz.








