
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quarta-feira, 1º, que o Acre vive um “momento histórico” no comércio exterior, impulsionado pelo crescimento das exportações e pelas oportunidades abertas com o Acordo Mercosul-União Europeia. A declaração foi dada durante o lançamento do Painel de Oportunidades do Acordo Mercosul-União Europeia por Estado na Amazônia, realizado durante o evento Conexões Produtivas, em Rio Branco.
Segundo o ministro, o acordo, concluído após 26 anos de negociações pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dará preferência a produtos com critérios de sustentabilidade, beneficiando diretamente a bioeconomia amazônica.
“O acordo estabelece que haverá sempre preferência para produtos que tenham sustentabilidade. Toda a bioindústria, toda a indústria associada à bioeconomia, que é pujante na Amazônia Legal, terá acesso privilegiado ao mercado da União Europeia”, destacou.
Márcio Elias Rosa também ressaltou que o Acre vem registrando resultados recordes nas exportações.
“O Acre está vivendo um momento histórico muito importante. Nunca exportamos tanto quanto estamos exportando neste ano e no ano passado. Já estamos perto de 50 milhões de dólares em exportações neste ano, um número recorde, cerca de 4% superior ao mesmo período do ano passado. Não tenho dúvida de que vamos fechar o ano com números ainda maiores”, afirmou.
O ministro destacou ainda que o governo federal busca ampliar a participação de pequenas e médias empresas no mercado internacional por meio do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), desenvolvido pela ApexBrasil.
“O desafio do Brasil é expandir a base exportadora, incluindo sobretudo pequenas e médias empresas, empresas lideradas por mulheres e negócios ligados à bioeconomia. O PEIEX funciona aqui no Acre justamente para orientar e preparar novos exportadores”, explicou.
Questionado sobre as dificuldades enfrentadas por empresários acreanos para exportar produtos ao Peru, o ministro reconheceu a existência de entraves burocráticos, mas afirmou que o governo trabalha para reduzir essas barreiras.
“Melhorar o ambiente de negócios e reduzir a burocracia é uma tarefa cotidiana. Muitas vezes essas dificuldades envolvem também outros países, mas precisamos que o setor produtivo nos aponte onde estão esses obstáculos para que possamos dialogar e buscar soluções”, disse.
O ministro também destacou que a política comercial brasileira busca ampliar mercados em diferentes regiões do mundo, incluindo a Ásia.
“O presidente Lula costuma dizer que todo parceiro comercial é importante. O Brasil quer fortalecer as relações com a China, com a União Europeia, com os Estados Unidos e com todos os mercados. Quem pensa verdadeiramente no Brasil não exclui ninguém, inclui todos”, afirmou.








