Rio Branco, 7 de julho de 2026.

Portal Acre- 1200x250

Menina de 11 anos luta pela vida após suspeita de envenenamento por soda cáustica; caso mobiliza polícia, MP e Conselho Tutelar

Investigação do caso mobiliza forças de segurança e o MPAC – Foto reprodução

Uma denúncia de suposta violência contra uma criança de 11 anos está sendo investigada pelas autoridades acreanas após a menina dar entrada em uma unidade hospitalar de Rio Branco em estado grave. O caso, que envolve a suspeita de ingestão de soda cáustica, mobiliza a Polícia Civil, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), o Conselho Tutelar e a rede de proteção à infância.

A criança está internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde recebe atendimento especializado. As circunstâncias que levaram ao quadro clínico ainda estão sendo apuradas pelas autoridades.

A ocorrência teria acontecido na última sexta-feira (3), no bairro Apolônio Sales, em Rio Branco. A denúncia chegou oficialmente à Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítima (Decav) na segunda-feira (6), por meio de uma moradora que participou do socorro prestado à menina.

Segundo relatos apresentados às autoridades, a criança foi levada a uma residência vizinha apresentando sinais de extrema gravidade. Testemunhas informaram que ela vomitava sangue e apresentava sinais de perda de consciência. Diante da situação, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e realizou o encaminhamento da vítima para atendimento médico de emergência.

Durante a investigação, testemunhas relataram que, antes de perder a consciência, a menina teria informado que ingeriu um líquido oferecido dentro da residência onde morava. Essas informações fazem parte do conjunto de elementos analisados pela Polícia Civil.

Ainda conforme os relatos, versões diferentes sobre o ocorrido teriam sido apresentadas após a internação da criança, circunstância que também está sendo apurada pelos investigadores.

A Polícia Civil confirmou a existência da investigação, mas informou que não divulgará detalhes neste momento para não comprometer o andamento do inquérito. Até o momento, não houve divulgação oficial sobre responsabilização criminal de qualquer pessoa envolvida.

Lesões internas graves

Pessoas que acompanham o caso relataram que exames médicos apontaram ferimentos severos em órgãos internos da criança. As lesões seriam compatíveis com a ação de uma substância corrosiva, hipótese que será confirmada ou descartada por meio dos laudos periciais.

O estado de saúde da menina continua inspirando cuidados e segue sendo acompanhado por equipes médicas especializadas.

Rede de proteção acompanha o caso

O 2º Conselho Tutelar de Rio Branco confirmou que recebeu denúncia relacionada à situação da criança e informou que acompanha o caso desde que tomou conhecimento dos fatos.

Por envolver uma vítima menor de idade, o órgão não divulgou detalhes das medidas adotadas, ressaltando apenas que todas as providências previstas em lei foram tomadas para garantir a proteção da criança.

Ministério Público abre procedimento

Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público do Estado do Acre instaurou uma notícia de fato para acompanhar as investigações e fiscalizar as medidas de proteção à vítima.

O procedimento é conduzido pela Promotoria Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania. Entre as providências determinadas estão o acompanhamento do inquérito policial, a solicitação de informações sobre o estado clínico da criança, a requisição de perícias relacionadas à substância envolvida e às lesões apresentadas pela vítima, além da análise de eventual histórico de violência doméstica ou familiar.

O promotor de Justiça responsável também realizou visita à unidade hospitalar para buscar informações institucionais sobre o caso.

Apuração segue sob sigilo

Além de esclarecer como ocorreu a ingestão da substância, o Ministério Público pretende verificar se existem elementos que indiquem violência doméstica, maus-tratos, tortura, tentativa de homicídio ou outras infrações previstas na legislação brasileira.

O procedimento tramita sob sigilo para preservar a identidade da criança e dos demais envolvidos, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Enquanto a investigação avança, a prioridade das autoridades segue sendo a recuperação da vítima e a garantia de sua proteção integral. Novas informações deverão ser divulgadas conforme o andamento das investigações e a conclusão dos laudos periciais.

Compartilhe em suas redes

banner julho Secom 1200x250