
O candidato ao Governo do Acre, Alan Rick (Republicanos), quer unir o combate à fome ao fortalecimento da agricultura familiar. Para isso, propõe criar o Acre Sem Fome, programa que vai identificar as famílias em maior vulnerabilidade, ampliar o acesso à alimentação e comprar mais alimentos dos produtores locais.
A proposta busca enfrentar um dos principais problemas sociais do estado. Em 2024, 46,2% da população acreana vivia em situação de pobreza e 7,6% em extrema pobreza, segundo dados da PNAD Contínua, do IBGE.
“Quem está passando fome não pode ser invisível para o Estado. O governo precisa saber onde estão essas famílias, chegar até elas e garantir atendimento. Ao mesmo tempo, temos produtores que precisam de oportunidade para vender. Podemos fazer o alimento produzido aqui chegar à mesa de quem mais precisa”, afirma Alan.
O Acre Sem Fome prevê a busca ativa das famílias mais vulneráveis e a criação do Banco Estadual de Alimentos para captar e distribuir alimentos. Alan também propõe ampliar, em parceria com as prefeituras, os restaurantes populares e as cozinhas comunitárias nos municípios onde houver demanda.
A agricultura familiar terá participação nessa estratégia. A proposta é ampliar as compras públicas de produtores locais e usar parte dessa produção no abastecimento das ações de segurança alimentar. Com isso, o governo abre mais espaço para a comercialização e mantém o dinheiro circulando nos próprios municípios.
“Quando o Estado compra do produtor local, coloca comida na mesa de quem precisa e renda na mão de quem trabalha no campo. É uma política que cuida das famílias e, ao mesmo tempo, valoriza quem produz no Acre”, destaca.
Alan defende ainda que o atendimento não termine na entrega do alimento. A intenção é integrar as ações de segurança alimentar às políticas de assistência social e geração de renda para ajudar as famílias a conquistar autonomia.
“Quem tem fome precisa de uma resposta agora. Mas precisamos também criar oportunidades para que essa família melhore de vida. É garantir proteção para quem precisa hoje e trabalhar para que cada vez mais pessoas possam seguir com a própria renda amanhã”, conclui.








