
Enquanto o Brasil registra queda nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), Rio Branco voltou a aparecer entre as capitais que inspiram maior atenção da Fiocruz. O mais recente Boletim InfoGripe, referente à Semana Epidemiológica 29 (19 a 25 de julho), aponta a capital acreana como uma das apenas duas cidades do país que apresentam simultaneamente nível de atividade em alerta, risco ou alto risco e crescimento sustentado dos casos nas últimas seis semanas. A outra é São Luís (MA).
Segundo a Fiocruz, o aumento observado em Rio Branco está concentrado principalmente entre crianças de 5 a 14 anos, um comportamento diferente do verificado em São Luís, onde o avanço da doença ocorre entre menores de dois anos. O boletim recomenda o acompanhamento das séries históricas para avaliar a evolução do cenário nas próximas semanas.
O cenário da capital contrasta com a tendência nacional. De acordo com o InfoGripe, o Brasil apresenta redução dos casos de SRAG tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas, quanto na de curto prazo, correspondente às três semanas mais recentes. A melhora é atribuída principalmente à diminuição das internações provocadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e, em algumas regiões, também pela redução dos casos relacionados aos vírus Influenza A e Influenza B.
Apesar disso, o Acre continua entre os 12 estados brasileiros que permanecem com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. Embora o estado não apresente mais crescimento estatisticamente significativo na tendência de longo prazo, a Fiocruz destaca que a circulação da doença ainda ocorre em patamares elevados, principalmente em razão das hospitalizações por VSR e da permanência de casos graves provocados pela Influenza A.
O boletim chama atenção, inclusive, para o fato de que o período sazonal da Influenza A já terminou em grande parte do país, mas os casos graves associados ao vírus continuam elevados no Acre, ao lado de Minas Gerais, Paraná e Roraima.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o VSR respondeu por 57,7% dos casos positivos de vírus respiratórios no país, seguido pelo rinovírus (25,4%), Influenza B (9,1%), Influenza A (7,7%) e Covid-19 (1,8%). Entre os óbitos, o VSR também lidera, mas a Influenza A continua exercendo papel importante, especialmente entre idosos, grupo que concentra a maior mortalidade por SRAG.








