Rio Branco, 30 de julho de 2026.

1200X250 (5)

Rio Branco volta a registrar crescimento de casos graves de síndrome respiratória e entra em alerta da Fiocruz

Segundo a Fiocruz o aumento em Rio Branco é principalmente entre crianças de 5 a 14 anos – Foto: cedida

Enquanto o Brasil registra queda nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), Rio Branco voltou a aparecer entre as capitais que inspiram maior atenção da Fiocruz. O mais recente Boletim InfoGripe, referente à Semana Epidemiológica 29 (19 a 25 de julho), aponta a capital acreana como uma das apenas duas cidades do país que apresentam simultaneamente nível de atividade em alerta, risco ou alto risco e crescimento sustentado dos casos nas últimas seis semanas. A outra é São Luís (MA).

Segundo a Fiocruz, o aumento observado em Rio Branco está concentrado principalmente entre crianças de 5 a 14 anos, um comportamento diferente do verificado em São Luís, onde o avanço da doença ocorre entre menores de dois anos. O boletim recomenda o acompanhamento das séries históricas para avaliar a evolução do cenário nas próximas semanas.

O cenário da capital contrasta com a tendência nacional. De acordo com o InfoGripe, o Brasil apresenta redução dos casos de SRAG tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas, quanto na de curto prazo, correspondente às três semanas mais recentes. A melhora é atribuída principalmente à diminuição das internações provocadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e, em algumas regiões, também pela redução dos casos relacionados aos vírus Influenza A e Influenza B.

Apesar disso, o Acre continua entre os 12 estados brasileiros que permanecem com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. Embora o estado não apresente mais crescimento estatisticamente significativo na tendência de longo prazo, a Fiocruz destaca que a circulação da doença ainda ocorre em patamares elevados, principalmente em razão das hospitalizações por VSR e da permanência de casos graves provocados pela Influenza A.

O boletim chama atenção, inclusive, para o fato de que o período sazonal da Influenza A já terminou em grande parte do país, mas os casos graves associados ao vírus continuam elevados no Acre, ao lado de Minas Gerais, Paraná e Roraima.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o VSR respondeu por 57,7% dos casos positivos de vírus respiratórios no país, seguido pelo rinovírus (25,4%), Influenza B (9,1%), Influenza A (7,7%) e Covid-19 (1,8%). Entre os óbitos, o VSR também lidera, mas a Influenza A continua exercendo papel importante, especialmente entre idosos, grupo que concentra a maior mortalidade por SRAG.

Compartilhe em suas redes

» Mais Lidas

1
Representantes da classe política prestigiam inauguração e destac...
2
Boa notícia
Parceria amplia oferta de exames a crianças no Acre
3
Tião Bocalom destaca importância da liberdade de imprensa durante...
4
Pedro Pascoal diz que greve dos médicos coloca vidas em risco
5
Empreendedores podem participar de feiras em Rio Branco; Saiba co...
BANNER SF 300x250

» Notícias Relacionadas

PUBLICIDADE SEMSA JULHO 2026