Rio Branco, 14 de agosto de 2026.

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Acre mantém incidência elevada de SRAG mesmo com queda dos casos em todo o país, aponta Fiocruz

Acre está entre os 14 estados em alerta para incidência nas últimas duas semanas – Foto: cedida

O Acre continua entre os estados brasileiros com incidência elevada de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), apesar da tendência de queda dos casos observada em todo o país. É o que mostra a atualização do Boletim InfoGripe, da Fiocruz, referente à Semana Epidemiológica 31, com dados até 8 de agosto, divulgado nesta quinta-feira (13).

Segundo o boletim, todas as unidades da federação apresentam tendência de queda ou estabilização dos casos de SRAG nas últimas seis semanas. O Acre, no entanto, permanece entre os 14 estados classificados em nível de alerta, risco ou alto risco de incidência nas duas semanas mais recentes.

Além do Acre, fazem parte desse grupo Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.

A atualização confirma uma mudança observada nos dois boletins anteriores. Na Semana Epidemiológica 29, três estados ainda apresentavam crescimento sustentado da SRAG. Na Semana 30, nenhuma unidade da federação permanecia nessa condição. Agora, na Semana 31, todas continuam com tendência de queda ou estabilização.

No Acre, a melhora também aparece na evolução de Rio Branco. Na Semana 29, a capital estava entre as duas únicas capitais brasileiras com incidência elevada e tendência de crescimento dos casos, ao lado de São Luís.

Na atualização atual, Rio Branco permanece com incidência em nível de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento. As únicas capitais que apresentam simultaneamente incidência elevada e tendência de alta são Belém (PA) e Porto Velho (RO).

VSR continua como principal agente

O vírus sincicial respiratório (VSR) continua sendo o principal agente identificado entre os casos positivos de SRAG no país. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas analisadas, o vírus respondeu por 50,4% dos resultados positivos. Na sequência aparecem o rinovírus, com 29%; Influenza B, com 9,2%; Influenza A, com 6,5%; e SARS-CoV-2, causador da Covid-19, com 1,6%.

A atualização também mostra que o período de sazonalidade da Influenza A já terminou no país. Os casos graves provocados pelo vírus ainda permanecem elevados em Minas Gerais e Roraima, mas o Acre não aparece mais entre os estados destacados pela Fiocruz nesse indicador.

Queda ocorre em todas as faixas etárias

No cenário nacional, a Fiocruz também identifica manutenção da queda dos casos de SRAG em todas as faixas etárias analisadas. A redução entre crianças de até quatro anos está relacionada principalmente à diminuição das hospitalizações por VSR, enquanto entre pessoas de 15 a 49 anos a queda é associada principalmente à redução das internações por Influenza A e B.

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