
De acordo com dados do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), o Acre recebeu 14,1 mil refugiados no período de 2016 a 2026.
Com esse número, o estado ocupa a sétima posição entre as unidades federativas que mais receberam refugiados no país em uma década. A liderança no ranking nacional é de Roraima, com mais de 330 mil refugiados, seguido por São Paulo, Amazonas, Paraná, Amapá e Santa Catarina.
O número expressivo do estado roraimense, que representa 60% de todas as entradas registradas no país, explica-se pelas fronteiras terrestres, já que a região concentra um alto volume de venezuelanos que ingressam no país exatamente por Roraima.
Ainda segundo o levantamento, o pico de entradas foi registrado em 2019, quando mais de 82 mil pessoas entraram no Brasil buscando asilo. O fluxo foi interrompido a partir da pandemia de COVID-19.
Conforme o OBMigra, no primeiro semestre deste ano, os cubanos ultrapassaram os venezuelanos e passaram a liderar a entrada de estrangeiros no Brasil em busca de refúgio.
Diferença entre refugiado e imigrantes
A principal diferença está no motivo do deslocamento. O imigrante muda de país por escolha própria, buscando trabalho, estudos ou melhor qualidade de vida. O refugiado é forçado a fugir devido a guerras, violência extrema ou perseguições políticas, religiosas e de direitos humanos, correndo risco de vida em seu país de origem.
Antes de 2016, entre 2010 e 2015, o Acre chegou a receber mais de 20 mil pessoas do Haiti, que deixaram o país após o terremo devastador em janeiro de 2010. Atualmente, o maior volume de refugiados que chegam pelas fronteiras acreanas é da Venezuela.






