Rio Branco, 19 de agosto de 2026.

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Casal acreano transforma paixão por jogos em aplicativo inspirado na fauna amazônica

Casal apresenta projeto que transforma paixão por jogos em aprendizados – Foto cedida

O que começou como passatempo entre um casal de acreanos acabou virando um projeto criado a quatro mãos. Risoleta Miranda e Giuliano Cardoso transformaram a paixão por jogos em um aplicativo inspirado na fauna amazônica.

Batizado de “Olha o Bichim”, o jogo, inspirado no conhecido quebra-cabeça 2048, conta com imagens de animais como capivara, sucuri, sapo-cururu e boto-rosa. O aplicativo foi desenvolvido de forma independente pelo casal e está disponível para celulares Android e iOS, com possibilidade de jogar on-line e off-line.

A ideia surgiu quando Giuliano, analista de sistemas, servidor público federal, cofundador da Catraia Aplicativos e criador do aplicativo Reforma Simples, decidiu criar uma versão adaptada do jogo que ele e a esposa já costumavam jogar juntos.

“Tudo começou quando, em um fim de semana, Giuliano decidiu fazer um jogo. Ele já tinha feito um de presente de aniversário para mim. A gente já tinha o costume de jogar o 2048, então pegamos a base e criamos uma estrutura ao redor do puzzle”, conta Risoleta.

Enquanto Giuliano ficou responsável principalmente pela programação, Risoleta, que é escritora e servidora pública estadual, participou da criação dos personagens, das regras dos animais, do sistema de moedas, dos itens facilitadores e do ranking.

De onde veio o nome

O nome do jogo surgiu de uma cena aparentemente simples durante uma corrida de rua. Risoleta conta que viu crianças observando capivaras e uma delas chamou a atenção da mãe para os animais.

“Uma delas falou: ‘Olha o bichinho, mãe!’”, lembra.

As capivaras, as musas inspiradoras, não poderiam faltar no jogo – Foto cedida

A frase acabou dando nome ao projeto. A partir daí, os dois começaram a pensar nos personagens e em uma forma de tornar o jogo atrativo para diferentes públicos. Entre os animais escolhidos estão espécies que, segundo o casal, não costumam aparecer com frequência em jogos, como a sucuri e o sapo-cururu.

Cada número do jogo é representado por um animal. Conforme o jogador avança, novas espécies são desbloqueadas em uma coleção que também traz curiosidades sobre os animais.

A proposta é unir entretenimento e aprendizado, estimulando conhecimentos de matemática e biologia. As imagens também permitem que crianças ainda não alfabetizadas consigam acompanhar a dinâmica por meio dos desenhos.

Dois meses de desenvolvimento

O aplicativo levou cerca de dois meses para ficar pronto. Durante o processo, o casal contou com amigos para testar o jogo e ajudar a identificar ajustes necessários.

“Fomos pensando em tudo com cuidado: os sons, a imagem do animal em cada local do jogo, a cor das letras, a cor das vidas. Tudo foi testado para manter uma jogabilidade prazerosa”, conta Risoleta.

O jogo foi lançado em 2 de maio desse ano e, até esta terça-feira, 18 contabilizava 305 contas ativas. A divulgação tem sido feita principalmente no boca a boca, com amigos, colegas e conhecidos sendo convidados a conhecer e baixar o aplicativo.

O projeto foi desenvolvido de forma independente, sem patrocínio e com investimento próprio.

Depois de transformar uma brincadeira do dia a dia em um projeto profissional, o casal já pensa no próximo passo: os dois estão trabalhando no desenvolvimento de um novo jogo.

A área do jogo em modo desempenho – Foto cedida

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