Rio Branco, 13 de agosto de 2026.

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Eleitorado do Acre é 6,6 vezes maior que há quase 50 anos, aponta histórico do TRE

Foto histórica da justiça eleitoral acreana – Foto Acervo TRE/AC

O Acre chega às eleições gerais de outubro com 614.631 eleitores aptos a votar, distribuídos em nove zonas eleitorais. Os números fazem parte do histórico apresentado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), que completou 51 anos de instalação nesta terça-feira, 11 de agosto.

A dimensão atual do eleitorado mostra o quanto a estrutura eleitoral do estado cresceu nas últimas décadas. Em 1978, três anos depois da instalação do TRE-AC, o Acre tinha 92.795 eleitores e sete zonas eleitorais. Atualmente, o número de eleitores é cerca de 6,6 vezes maior, enquanto a quantidade de zonas eleitorais passou de sete para nove.

A expansão ocorreu gradualmente. Em 1988, foi criada a 8ª Zona Eleitoral e, em 1997, foram instaladas a 9ª e a 10ª zonas. Atualmente, o estado possui nove zonas eleitorais responsáveis pela organização e pelo atendimento do eleitorado acreano.

Na capital, o Fórum Eleitoral concentra a 1ª e a 9ª zonas eleitorais. Nos demais municípios, cartórios e postos eleitorais fazem o atendimento aos eleitores e dão suporte às atividades necessárias para a realização das eleições.

A estrutura precisa atender um eleitorado que cresceu não apenas em quantidade, mas também em distribuição pelo território. No Acre, a organização de uma eleição envolve desafios que vão além da preparação das urnas e da abertura dos locais de votação.

A Justiça Eleitoral precisa planejar rotas e deslocamentos para garantir que o processo eleitoral alcance também comunidades mais afastadas dos centros urbanos.

Para a presidente do TRE-AC, desembargadora Waldirene Cordeiro, a expansão da estrutura e as mudanças tecnológicas ocorridas ao longo das últimas décadas não alteraram a finalidade central da instituição.

“Ao longo desses 51 anos, a Justiça Eleitoral mudou, evoluiu e se modernizou. Mas há algo que permanece igual desde o primeiro dia: o compromisso de servir às pessoas”, afirma.

O vice-presidente e corregedor regional eleitoral, desembargador Lois Arruda, também destaca que, apesar da modernização dos sistemas, a realização das eleições continua dependendo do trabalho de servidores e magistrados.

“Em meio a toda essa mudança tecnológica, há algo que nunca mudou: o compromisso dos seus servidores e magistrados em atender com eficiência e qualidade o eleitor acreano”, ressalta.

Eleição de 2026

Este ano, mais de 614 mil eleitores estão aptos a votar no Acre – Foto reprodução

O número de 614.631 eleitores representa o contingente que deverá participar da eleição geral deste ano, quando os acreanos irão às urnas para escolher presidente da República, governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais.

A preparação para o pleito ocorre em um cenário muito diferente daquele encontrado pelo TRE-AC no início de sua trajetória. Quando o tribunal foi instalado, em 11 de agosto de 1975, as eleições no Acre ainda estavam muito distantes da estrutura informatizada existente atualmente.

Antes da criação do TRE-AC, as eleições acreanas eram organizadas pelo Tribunal Eleitoral do Distrito Federal. Em 1962, quando o estado realizou sua primeira eleição para cargos como governador e senador, o processo ainda foi coordenado por juízes enviados do Distrito Federal.

Hoje, além da estrutura física espalhada pelo estado, a Justiça Eleitoral conta com sistemas digitais e ferramentas que permitem ao eleitor acessar serviços sem precisar necessariamente se deslocar até um cartório.

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