Rio Branco, 21 de agosto de 2026.

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Em Sena Madureira, Thor Dantas defende apoio a quem produz e cobra solução para Ponte Frei Paolino

Thor Dantas cumpre agenda em Sena Madureira – Foto cedida

O candidato ao Governo do Acre, Thor Dantas (PSB), cumpre agenda na manhã desta sexta-feira (21), em Sena Madureira. A programação começou no Mercado Municipal, onde conversou com feirantes, comerciantes, produtores e moradores.

No local, Thor defendeu uma política de desenvolvimento que fortaleça toda a cadeia produtiva, desde a assistência ao produtor até a comercialização. Segundo ele, aumentar a produção exige planejamento, crédito, assistência técnica, infraestrutura para o escoamento e garantia de mercado.

“Produção não se resolve com uma ação isolada. O produtor precisa de assistência técnica para produzir melhor, acesso a crédito para investir, ramal e ponte para conseguir escoar e mercado para ter segurança de que vai vender. O Estado precisa enxergar essa cadeia por inteiro e criar as condições para que ela funcione. Se uma dessas etapas falha, quem sente primeiro é o produtor”, afirmou.

Thor também defendeu ampliar o beneficiamento e a industrialização da produção dentro do Acre como estratégia para agregar valor aos produtos e gerar novos empregos.

“Não podemos pensar apenas em aumentar a quantidade produzida. Precisamos fazer com que uma parte maior dessa produção seja beneficiada e industrializada aqui. Uma fruta que hoje é vendida in natura pode virar polpa, suco ou outros produtos de maior valor. Isso significa indústria funcionando no Acre, novos negócios, empregos sendo criados e mais renda circulando dentro do nosso estado. É dessa forma que a produção também se transforma em desenvolvimento”, explicou.

Ponte Frei Paolino

Após a agenda no mercado, Thor seguiu para a Ponte Frei Paolino, que ligava o primeiro e o segundo distritos de Sena Madureira e desabou há quase três meses. Parte dos escombros permanece no Rio Iaco e a população ainda convive com as consequências da interrupção da ligação.

Estudantes precisam utilizar catraias para fazer o deslocamento entre os dois distritos, enquanto moradores buscam alternativas para realizar a travessia. Os destroços que permanecem no rio também dificultam a passagem das embarcações e o trabalho dos catraieiros.

No local, Thor fez duras críticas à condução do problema pelo Governo do Estado e afirmou que o tempo transcorrido sem uma resposta efetiva demonstra incapacidade de gestão.

“Quase três meses depois, a ponte continua aqui, os escombros continuam dentro do rio e a população continua pagando a conta. Isso não é apenas demora. Isso é inoperância. É incapacidade de um governo de reagir diante de um problema que está afetando todos os dias a vida de uma cidade. Não é razoável que se passe tanto tempo sem que a população consiga enxergar uma solução concreta”, criticou.

Para Thor, a situação é ainda mais grave porque os impactos do desabamento atingem diretamente serviços essenciais, trabalhadores e a economia de Sena Madureira.

“Quando um estudante precisa pegar uma catraia para chegar à escola, quando o trabalhador tem sua rotina prejudicada, quando os próprios catraieiros encontram dificuldade porque os escombros continuam dentro do rio, o problema deixou de ser apenas de infraestrutura. Estamos falando de uma gestão que não conseguiu responder a uma situação urgente. Isso demonstra incompetência administrativa e falta de capacidade para executar”, afirmou.

O candidato disse que situações como a encontrada em Sena Madureira revelam a necessidade de mudar a forma como o Estado planeja, executa e acompanha as obras de infraestrutura.

“Governar é identificar o problema, tomar decisão e entregar solução. Não basta anunciar providência e deixar a população esperando. O Acre precisa de uma gestão que funcione, que tenha planejamento, equipe, capacidade técnica e, principalmente, capacidade de execução. O que nós estamos vendo aqui é justamente o contrário disso”, acrescentou.

Thor reforçou que infraestrutura será uma das prioridades de seu plano de governo e afirmou que pontes, ramais e rodovias precisam ser tratados como estruturas essenciais para garantir o direito de ir e vir, o acesso aos serviços e o desenvolvimento econômico.

“Infraestrutura não pode ser tratada como uma questão secundária. Ela determina se o produtor consegue escoar, se o aluno consegue chegar à escola, se uma família consegue acessar um serviço e se a economia consegue funcionar. O Estado precisa estar preparado para manter essa estrutura funcionando e, quando houver um problema, ter competência para resolver”, concluiu.

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