Rio Branco, 13 de agosto de 2026.

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Ideias criadas no TRE-AC mudaram a relação do eleitor com a Justiça Eleitoral

e-Título foi pensado por uma servidora do TRE-AC no ano de 2017 e depois desenvolvido em parceria com o TSE

Uma ideia surgida no Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) há quase uma década chegou ao celular de milhões de brasileiros e mudou a forma como o eleitor acessa os serviços da Justiça Eleitoral. O e-Título, aplicativo que reúne informações e funcionalidades eleitorais, já ultrapassou 60 milhões de downloads acumulados desde o lançamento e tem cerca de 215 mil usuários no Acre.

A história do aplicativo começou em 2017, quando Rosana Magalhães, então secretária de Tecnologia da Informação do TRE-AC, imaginou uma maneira de colocar informações eleitorais na palma da mão do cidadão. A proposta foi posteriormente desenvolvida em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ganhou alcance nacional.

Pelo e-Título, o eleitor pode consultar o local de votação, emitir certidões, verificar débitos eleitorais e acessar outros serviços sem precisar se deslocar até um cartório da Justiça Eleitoral. A experiência do TRE-AC com soluções digitais, porém, começou antes do aplicativo que se tornou nacionalmente conhecido.

Do boletim impresso ao celular

Desenvolvido pelo TRE-AC há mais de dez anos, o Boletim na Mão foi criado com o objetivo de ampliar a transparência dos resultados da votação em cada seção eleitoral. O aplicativo passou a ser disponibilizado gratuitamente para celulares em 2016 e continua em funcionamento.

A ferramenta permite que o cidadão utilize a câmera do celular para ler o QR Code impresso no boletim de urna ao final da votação. A partir da leitura, é possível visualizar uma cópia digital das informações referentes ao resultado daquela urna.

Antes da disponibilização da ferramenta, o eleitor que quisesse acompanhar o resultado de uma seção dependia do boletim impresso produzido pela própria urna. Com o aplicativo, a informação passou a estar também ao alcance do celular.

Os últimos testes antes do lançamento foram acompanhados por técnicos do TSE durante três dias, em Rio Branco. Ao final da avaliação, o software foi considerado apto para utilização.

Mais de uma década depois do desenvolvimento da ideia, o aplicativo continua sendo utilizado e estará operacional nas eleições gerais de 2026.

App que identifica quem ainda não tem biometria

A mais recente dessas iniciativas tem outro objetivo: aproximar da Justiça Eleitoral os eleitores que ainda não possuem cadastro biométrico.

Criado pelo secretário de Tecnologia da Informação do TRE-AC, Edcley Firmino, o BioZap identifica eleitores sem biometria cadastrada e permite o envio de mensagens com orientações para que essas pessoas procurem a Justiça Eleitoral e regularizem a situação.

No Acre, dados da Justiça Eleitoral apontam que 580.819 eleitores, ou 94,54% do eleitorado, já possuem cadastro biométrico. Outros 33.556 eleitores, equivalentes a 5,46% do total, ainda não realizaram o procedimento. O dado ganha relevância em um ano de eleição geral, quando mais de 614 mil acreanos estão aptos a votar.

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