
Em entrevista concedida a Um Dedin de Prosa, nesta quarta-feira (12), a coordenadora do Núcleo da Cafeicultura da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), Michelma Lima ressaltou os três principais fatores do crescimento do café no Acre. Segundo Michelma a sustentabilidade, a qualidade do café produzido no Acre e a atuação da agricultura familiar são fundamentais para o avanço do setor.
“A gente tem qualidade, sustentabilidade, agricultura familiar trabalhando em conjunto. O café não precisa de áreas extensas para dar um retorno, uma receita boa e mudar a a vida do produtor”, destacou Michelma.
Michelma também destacou que a produção de café não é uma novidade no estado. No entanto, a coordenadora destacou que anteriormente o resultado não era tão expressivo. A coordenadora relatou que nos últimos anos com a implantação das lavouras clonais o setor alavancou.
“É uma cultura que não é nova para o nosso estado e assim eu acredito que a transformação aconteceu em meados de 2011/2013 quando houve a transição das lavouras produzidas com mudas de café seminais pelas clonais, mais produtivas, aceita bem o maior adensamento”, explicou Michelma.
A coordenadora trouxe um dado interessante que mostra o aumento da relação entre área plantada e produtividade. Em 2004, o Acre tinha 4,6 mil hectares de café cultivados. No entanto, a produção era de 2,5 mil toneladas. Este ano, com praticamente a metade da área de plantio, o estado tem uma produção 250% maior. “Quando tínhamos essas lavouras, eu vou citar uma comparação de dados em 2004, o Acre atingiu a maior área plantada de café, cerca de 4.600 hectares e uma produção de 2.500 toneladas. Hoje nós temos 2 mil hectares e produzimos 7 mil toneladas”, afirmou Michelma.
Michelma Lima também explicou que nesse período de 2004 a produtividade era menor resultando em uma média de 11 sacas e meia por hectare. Atualmente a média de produção no estado é aproximadamente 60 sacas e meia por hectare.
Segundo a coordenadora em uma boa safra a produção do café pode chegar a 100 sacas por hectare que podem ser vendidas por uma média de preço de 900 a 1000 reais. Ao abordar os resultados Michelma destacou: “É uma receita muito boa, não demanda áreas muito grandes, por isso o café se tornou uma cultura tão rentável ao produtor”.
Outro ponto mencionado por Michelma é implantação de lavouras em áreas antropizadas, que são áreas que não estavam sendo mais utilizadas, o que para a coordenadora representa um ganho ambiental positivo, o que agrega ainda mais valor ao café acreano.








