Rio Branco, 5 de agosto de 2026.

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Mulher é agredida pelo marido com coronhada em Rio Branco

A vítima foi atingida na cabeça com a coronha de um revólver – foto: cedida.

Laiza Natália de Souza da Silva, de 24 anos, precisou de atendimento médico após ser agredida pelo marido, Geysson Barros da Silva, durante uma discussão na noite desta terça-feira (4), na Rua Antônio Pereira, no bairro Jorge Lavocat, na parte alta de Rio Branco. A vítima foi atingida na cabeça com a coronha de um revólver calibre .38 e o suspeito fugiu antes da chegada da Polícia Militar.

Segundo informações repassadas por Laiza aos policiais do 3º Batalhão, Geysson havia saído de casa para participar de uma convenção política e voltou apresentando sinais de embriaguez. A mulher não permitiu que ele entrasse na residência porque os filhos do casal estavam no imóvel. A decisão provocou um desentendimento entre os dois.

A discussão acabou se deslocando para a rua. Foi nesse momento, ainda conforme o depoimento da vítima, que Geysson teria sacado um revólver calibre .38 e utilizado a arma para golpeá-la na cabeça.

A situação foi interrompida depois que um dos filhos do casal, uma criança de aproximadamente 8 anos, tentou proteger a mãe e se colocou entre os dois. Segundo as informações levantadas durante a ocorrência, a criança possivelmente possui transtorno do espectro autista (TEA).

Depois das agressões, Geysson deixou o endereço em uma motocicleta Yamaha Fazer azul. O homem fugiu levando o revólver e não foi mais visto pelos moradores.

Laiza recebeu ajuda de pessoas que estavam nas proximidades. Os moradores acionaram a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que enviou uma ambulância de suporte básico para realizar o atendimento.

A vítima apresentava ferimentos na cabeça causados pelas coronhadas e hematomas pelo corpo. Após os primeiros procedimentos, ela foi encaminhada ao pronto-socorro de Rio Branco. O estado de saúde informado era estável.

Durante a ocorrência, moradores disseram que as brigas entre o casal eram frequentes. Eles afirmaram, entretanto, que desconheciam que Geysson possuía uma arma de fogo. A vizinhança também manifestou preocupação com a possibilidade de novos episódios de violência e de que uma situação semelhante possa terminar de maneira mais grave.

Policiais do 3º Batalhão realizaram buscas nas proximidades para localizar Geysson, mas o suspeito não foi encontrado. Um boletim de ocorrência foi confeccionado, e o caso deverá ser encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), responsável por investigar o caso e adotar as medidas legais cabíveis.

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