
Pela terceira semana consecutiva, Rio Branco se mantém fora da faixa de maior incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o novo boletim InfoGripe, da Fiocruz, referente à Semana Epidemiológica 33, com dados registrados até 22 de agosto. A capital acreana não aparece entre as cidades brasileiras que atualmente apresentam nível de atividade em alerta, risco ou alto risco.
A mudança consolida uma melhora que começou a ser observada no fim de julho. Na Semana Epidemiológica 29, Rio Branco ainda estava entre as duas únicas capitais brasileiras com incidência elevada de SRAG e tendência de crescimento dos casos. Na semana seguinte, deixou o grupo de cidades em crescimento e, desde então, permanece fora da faixa de maior atividade.
No boletim mais recente, quatro capitais apresentam simultaneamente incidência elevada e tendência de crescimento: Aracaju (SE), Belém (PA), Boa Vista (RR) e João Pessoa (PB). Outras seis — Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis e Porto Alegre — ainda apresentam incidência em nível de alerta, risco ou alto risco, mas sem tendência de alta. Rio Branco não aparece em nenhum dos dois grupos.
Cenário melhora em todo o país
A evolução da capital ocorre em um momento de desaceleração da SRAG no Brasil. O InfoGripe aponta queda na tendência de longo prazo e estabilização ou oscilação na tendência de curto prazo. Apenas três dos 27 estados apresentam atualmente incidência elevada acompanhada de sinal de crescimento: Alagoas, Mato Grosso e Roraima.
O Acre também deixou, nesta edição, o grupo de estados com incidência em nível de alerta, risco ou alto risco, depois de permanecer nessa faixa nas semanas anteriores.
Outro fator que ajuda a explicar a melhora é a redução dos casos provocados pelos principais vírus respiratórios. A Fiocruz aponta queda dos casos de SRAG associados ao vírus sincicial respiratório (VSR) em todo o país e considera encerrado o período de sazonalidade da Influenza A. A Covid-19 permanece em patamar baixo de incidência em todas as unidades da Federação.
Mesmo com a melhora, a Fiocruz ressalta que os dados das semanas mais recentes podem sofrer alterações à medida que novos registros são inseridos no sistema. O boletim recomenda ainda que os indicadores sejam analisados em conjunto com outras informações da rede de saúde.








