
Brasiléia recebeu, nesta sexta-feira, 28, o lançamento da campanha da Frente Ampla pelo Acre no município. O ato reuniu os candidatos ao Senado, Jorge Viana, ao Governo do Estado, Thor Dantas, e a vice-governadora, Socorro Rodrigues, além do ex-senador Aníbal Diniz, candidatos proporcionais, lideranças políticas, apoiadores e moradores do Alto Acre.
Marcado pela emoção, o encontro deu continuidade à agenda de lançamentos da Frente na região, iniciada na quinta-feira, 27, em Xapuri. Participaram também os candidatos a deputado federal André Kamai, Márcio Alécio, Neidinha, Virgílio Viana e Joãozinho, além dos candidatos a deputado estadual Iwlly, Manoelzinho, Edu, Cesário Braga e Padre Antônio.
Uma relação de raízes e afeto com Brasiléia
Em seu discurso, Jorge Viana lembrou que sua relação com Brasiléia vai além da política. Falou das raízes familiares no município, onde sua avó viveu, e recordou a ligação de seu pai, Wildy Viana, com a região. O nome de Wildy foi dado ao Hospital Regional do Alto Acre, construído durante o governo de Tião Viana e que se tornou uma das principais referências de saúde para a população da região.
“Eu tenho raízes aqui. Minha família tem uma história ligada a Brasiléia e ao Alto Acre. Se eu for senador, vou ser senador de Brasiléia, de cada município e de cada pessoa que vive neste estado. Política tem que ter sentimento, tem que ter causa. E a minha causa é o Acre. Quero trabalhar para ajudar o Acre a voltar a avançar”, afirmou Jorge.
O candidato lembrou ainda investimentos realizados na região durante os governos da Frente Popular, como a melhoria da ligação rodoviária entre Brasiléia e Assis Brasil, a integração pela Estrada do Pacífico, a ponte binacional que conecta Brasil e Bolívia, os investimentos na saúde e a implantação de políticas voltadas à produção e à industrialização.
Produção e industrialização transformaram a economia do Alto Acre
Jorge destacou especialmente o modelo de desenvolvimento implantado para aproveitar a localização estratégica do Alto Acre, fortalecer a produção rural e agregar valor aos produtos acreanos. Entre os exemplos citados estão os polos moveleiros, a fábrica de beneficiamento de castanha de Brasiléia e os projetos que ajudaram a estruturar cadeias produtivas como a Acreaves e a Dom Porquito.
Segundo Jorge, essas iniciativas mostram que é possível conciliar produção, geração de empregos, industrialização e valorização de quem vive no campo.
“Quando pensamos a Estrada do Pacífico, não era apenas para ter uma estrada. Era para criar uma conexão do Acre com outros mercados e preparar nossa economia para produzir, industrializar e exportar. Projetos como a Acreaves e a Dom Porquito ajudaram a criar uma nova realidade no campo, com famílias aumentando sua renda e formando uma verdadeira classe média rural”, destacou.
Jorge citou a capacidade alcançada pelas cadeias produtivas instaladas no Alto Acre, com a Dom Porquito chegando a abater cerca de 650 suínos por dia e a produção avícola alcançando aproximadamente 25 mil aves por dia. Segundo ele, cerca de 80% do frango consumido no Acre é produzido a partir da estrutura instalada em Brasiléia.
O candidato também destacou o crescimento das exportações acreanas, que podem chegar a cerca de US$ 130 milhões até o fim do ano, como demonstração do potencial de uma economia baseada na produção, na agregação de valor e na abertura de mercados.
Thor defende novo ciclo de desenvolvimento
Thor Dantas afirmou que Brasiléia é uma demonstração concreta de que planejamento, infraestrutura e investimentos públicos podem transformar a economia de uma região e melhorar a vida das pessoas. Para ele, o desafio agora é recuperar essa capacidade de pensar o Acre a longo prazo.
“O Alto Acre tem posição estratégica, tem produção, trabalhadores, empreendedores e uma enorme capacidade de crescer. O que precisamos é de um governo que volte a planejar, que ajude quem produz e que tenha coragem de pensar grande. Brasiléia já mostrou o que acontece quando infraestrutura, produção e industrialização caminham juntas”, afirmou Thor.
O candidato ao governo destacou que o Estado precisa voltar a atuar como indutor do desenvolvimento, criando condições para ampliar a produção, gerar empregos, fortalecer as cadeias produtivas e abrir novos mercados.
“Não podemos aceitar um Acre que apenas exporte matéria-prima e oportunidades. Precisamos produzir aqui, industrializar aqui, gerar emprego aqui e fazer a riqueza circular dentro do nosso estado. Queremos construir um novo ciclo de desenvolvimento, aproveitando experiências que deram certo e avançando muito mais”, disse.
“Quero trabalhar pelo Acre”
Ao encerrar sua participação, Jorge afirmou que decidiu voltar à disputa eleitoral por entender que pode contribuir para recuperar a capacidade de articulação política e de desenvolvimento do Estado.
Ele ressaltou que, como senador, pretende trabalhar em parceria com o governo federal, as prefeituras e o setor produtivo para buscar investimentos e criar novas oportunidades para os municípios.
“Eu quero ser senador para trabalhar pelo Acre. Quero ajudar Brasiléia, o Alto Acre e todos os municípios. Já fizemos muita coisa quando tivemos oportunidade, mas sei que há muito mais para fazer. Estou nessa caminhada porque acredito que o Acre pode voltar a dar esperança às pessoas, gerar oportunidades e seguir em frente”, concluiu Jorge.











