
O Acre fechou agosto com 487 focos de calor, quase nove vezes o número registrado em julho, quando foram identificadas 56 ocorrências. Os dados do BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram uma forte aceleração da atividade de fogo na reta final da estação seca, com o mês passado concentrando 83,4% de todos os 584 focos registrados no estado entre janeiro e agosto de 2026.
A diferença entre julho e agosto chega a 431 focos, o que representa um aumento de aproximadamente 770% de um mês para o outro. Até julho, o Acre acumulava 97 ocorrências. Somente em agosto, o número foi cinco vezes superior a esse acumulado dos sete primeiros meses.
A distribuição mensal mostra como a atividade de fogo mudou de ritmo ao longo do ano. Foram dois focos em janeiro, dois em fevereiro, nenhum em março, dois em abril, 15 em maio, 20 em junho, 56 em julho e, finalmente, 487 em agosto.
Embora agosto tenha apresentado o maior volume mensal do ano, a maior parte das ocorrências ficou concentrada nos últimos dias do mês. Os quatro maiores registros diários de 2026 ocorreram na reta final de agosto: 125 focos no dia 28; 123 no dia 30; 51 no dia 31; e 48 no dia 27.
Feijó lidera ocorrências
A distribuição dos focos entre os municípios também revela forte concentração territorial. Feijó encerrou agosto com 181 focos no acumulado do ano, respondendo por cerca de 31% de todas as ocorrências registradas no Estado.
Tarauacá aparece em seguida, com 91 focos. Cruzeiro do Sul e Sena Madureira somam 43 cada, enquanto Rio Branco chega a 38. Também aparecem entre os municípios com maior número de registros Rodrigues Alves, com 26; Manoel Urbano, com 23; Marechal Thaumaturgo, com 22; Santa Rosa do Purus, com 20; e Porto Walter, com 19.
Feijó também esteve no centro dos maiores picos do mês. Em 28 de agosto, quando o Acre registrou 125 focos, o município concentrou 55 ocorrências, quase metade de todos os registros estaduais daquele dia.








