Rio Branco, 10 de setembro de 2026.

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Acre leva experiências de seus territórios a debate sobre políticas culturais na Amazônia

Representantes do Acre participam de debate sobre políticas culturais e experiências da Amazônia – Foto cedida

Experiências e desafios vividos por quem atua diretamente com cultura no Acre foram levados a um debate regional sobre os caminhos das políticas culturais na Amazônia. Entre os dias 2 e 4 de setembro, agentes que trabalham em diferentes regiões do estado participaram, em Manaus (AM), do Seminário Regional Norte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC).

Realizado no Instituto Federal do Amazonas (Ifam), o encontro reuniu representantes do Ministério da Cultura, Comitês de Cultura, instituições da Rede Federal, agentes territoriais e integrantes da sociedade civil para discutir formas de ampliar a participação social e aproximar as políticas públicas das comunidades.

De acordo com informações do Instituto Federal do Acre (Ifac), a delegação acreana foi formada por quatro Agentes Territoriais de Cultura: Ulissys Vinicius dos Santos Bandeira, da região de Cruzeiro do Sul; Deusa Maria, de Rio Branco e Tarauacá; Damiana Apoliana, de Marechal Thaumaturgo; e Elenilda Brito, de Brasiléia e Epitaciolândia.

A diversidade das regiões representadas ajudou a levar para o encontro diferentes realidades de um estado marcado por grandes distâncias e por comunidades com características culturais próprias. A atuação desses agentes ocorre justamente na ligação entre as políticas públicas e os fazedores de cultura nos territórios.

Cultura além dos grandes centros

Com o tema “Pesquisa, extensão e políticas públicas de cultura”, o seminário colocou em discussão um dos principais desafios para a Região Norte: fazer com que programas e investimentos culturais alcancem de forma efetiva quem está fora dos grandes centros.

A programação incluiu debates sobre direitos culturais, participação social, profissionalização do setor, circulação cultural e democratização do acesso às políticas públicas. Também foram realizadas oficinas, mesas-redondas, salas temáticas e apresentações de trabalhos, incluindo comunicações dos representantes acreanos.

Um dos debates tratou do papel dos Institutos Federais na formação e profissionalização de trabalhadores da cultura. Outro eixo abordou as dificuldades de circulação de artistas e iniciativas culturais na Região Norte, onde as distâncias entre municípios e as limitações de infraestrutura podem se transformar em obstáculos para o acesso às oportunidades.

Troca de experiências

Além de apresentar a realidade acreana, a participação no encontro permitiu o contato com agentes e representantes dos demais estados do Norte. A troca de experiências buscou identificar problemas comuns e construir estratégias que levem em conta as particularidades dos territórios amazônicos.

Para o Acre, a discussão tem relevância diante da diversidade existente entre regiões como o Vale do Juruá, o entorno de Rio Branco, o Alto Juruá e o Alto Acre. Realidades distintas exigem também formas diferentes de identificar demandas e fazer as políticas públicas chegarem a quem produz cultura.

O encontro também teve atividades culturais e terminou com uma visita técnica ao Teatro Amazonas, um dos principais símbolos do patrimônio cultural de Manaus.

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