
O Acre mantém a trajetória de melhora nos indicadores de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e permanece fora do grupo de estados com incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco. É o segundo boletim consecutivo do InfoGripe, da Fiocruz, a registrar o estado fora dessa faixa de maior atividade.
A nova atualização, feita nesta quinta-feira (3), considera os dados registrados até 29 de agosto e corresponde à Semana Epidemiológica 34, de 23 a 29 de agosto. No cenário nacional, os casos de SRAG continuam apresentando tendência de queda nas últimas seis semanas, enquanto a tendência de curto prazo indica estabilização ou oscilação.
Na atualização mais recente, 13 unidades da Federação ainda aparecem com incidência elevada. Três delas — Alagoas, Goiás e Paraíba — apresentam, além do nível elevado, sinal de crescimento na tendência de longo prazo. Outras dez — Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe — permanecem em níveis elevados, mas sem indicação de crescimento. O Acre não está entre elas.
No atual momento, os vírus respiratórios que circulam no país apresentam mudança de perfil. Os casos graves provocados pelo vírus sincicial respiratório (VSR) continuam em queda na maior parte do Brasil, embora ainda estejam elevados em alguns estados. A Fiocruz também considera encerrado o período de sazonalidade da Influenza A.
Ao mesmo tempo, há um aumento de SRAG associado ao rinovírus em diversos estados e manutenção ou início de crescimento das hospitalizações por metapneumovírus em parte das regiões Sul, Sudeste e Nordeste. A Covid-19 permanece em patamar baixo de incidência em todas as unidades da Federação.
A evolução dos indicadores coloca o Acre em uma situação mais favorável do que a observada algumas semanas atrás, quando o estado ainda aparecia entre as unidades com maior incidência de SRAG. A permanência fora dessa faixa por duas atualizações consecutivas reforça a tendência de redução observada nas últimas semanas.
A Fiocruz, porém, ressalta que os dados das semanas mais recentes estão sujeitos a alterações à medida que novas notificações são inseridas no sistema. Por isso, o boletim recomenda que a evolução da SRAG seja acompanhada em conjunto com outros indicadores da rede de saúde, como a ocupação de leitos.







