
O Acre registrou 129 focos de calor nos quatro primeiros dias de setembro, segundo a atualização do Banco de Dados do Programa Queimadas (BD Queimadas), do Instituto Nacional de Pesquisas e
Espaciais (INPE) e chegou a 713 ocorrências acumuladas em 2026. O levantamento mostra que a atividade permanece concentrada no período de estiagem, com grande parte dos registros ocorrendo em poucos dias.
Somente em 2 de setembro foram identificados 76 focos, enquanto outros 43 ocorreram no dia 4. Juntos, os dois dias concentram 119 ocorrências, ou 92,2% dos registros contabilizados no Estado no início do mês. O dia 2 aparece entre os maiores picos diários do ano, atrás apenas de 28 de agosto, com 125 focos, e 30 de agosto, com 123.
Feijó lidera no início de setembro
Feijó concentra 40 dos 129 focos registrados em setembro, mantendo a liderança entre os municípios acreanos. Rio Branco aparece em seguida, com 23 ocorrências, enquanto Tarauacá soma 19. Sena Madureira e Manoel Urbano registraram 15 focos cada. Xapuri aparece com três ocorrências no período.
No acumulado de 2026, Feijó soma 221 focos, cerca de 31% dos 713 registros estaduais. O município vem aparecendo de forma recorrente entre os principais pontos de concentração de queimadas no Acre nos últimos anos.
Agosto concentrou a maior parte
A maior concentração das ocorrências ocorreu em agosto, que terminou com 487 focos de calor, contra 56 registrados em julho. Somados os registros de agosto e dos quatro primeiros dias de setembro, são 616 focos, correspondentes a 86,4% do total contabilizado no ano.
A distribuição mensal mostra a forte sazonalidade das ocorrências: foram dois focos em janeiro, dois em fevereiro, nenhum em março, dois em abril, 15 em maio, 20 em junho, 56 em julho e 487 em agosto.
Estiagem mantém atenção
O período de maior ocorrência coincide com o avanço da estação seca, quando a redução das chuvas e o ressecamento da vegetação favorecem a ocorrência e a propagação do fogo.
Os dados do BD Queimadas também apontam dezenas de registros associados a índices elevados de risco de fogo e períodos de vários dias sem chuva, reforçando a influência das condições ambientais sobre a ocorrência dos focos.
Setembro historicamente está entre os meses de maior pressão das queimadas no Acre. Por isso, o comportamento das ocorrências ao longo das próximas semanas será importante para definir a intensidade da temporada de 2026.
Os dados representam focos de calor detectados por satélite e não equivalem necessariamente ao número de incêndios individuais ou à área efetivamente queimada.






