
Papelão, tampinhas de garrafa, palitos de churrasco e outros materiais que poderiam ir para o lixo ganharam novas funções nas mãos dos estudantes do Colégio AME. As criações fizeram parte da 15ª Feira do Conhecimento, realizada neste sábado (12), com projetos que uniram sustentabilidade, criatividade e aprendizado.
Com o tema “Do lixo ao luxo: transformando resíduos em riqueza”, a feira reunindo estudantes, professores e familiares em uma programação dedicada à educação ambiental. Os trabalhos mostraram diferentes possibilidades de reaproveitamento de resíduos e estimularam os alunos a pensar em soluções sustentáveis a partir de objetos presentes no dia a dia.
Entre as criações apresentadas estava o jogo de raciocínio desenvolvido pelo estudante Davi, de 7 anos. Utilizando uma caixa de papelão, palitos de churrasco, tampinhas de garrafa e uma bolinha de peteca, ele construiu um brinquedo no qual o participante precisa conduzir a bolinha por diferentes etapas até completar o percurso.
“Nós somos o jogo de raciocínio. O objetivo é mostrar que podemos aprender enquanto brincamos. Esse é o meu jogo. Ele foi feito de papelão, tinta verde, palito de churrasco, tampinha e bolinha de peteca”, explicou Davi durante a apresentação.
O estudante contou ainda que precisou adaptar o projeto diante da falta de um dos materiais inicialmente planejados. A ideia era utilizar bolinhas de gel, mas, como não tinha o item disponível, optou pela bolinha de peteca para fazer o brinquedo funcionar. A solução encontrada reforçou justamente uma das propostas da feira: estimular a criatividade e a capacidade de transformar materiais simples em novas possibilidades.
Outro destaque da programação foi o desfile de roupas produzidas com materiais recicláveis. Os figurinos foram confeccionados pelos próprios estudantes com a participação das famílias, transformando resíduos em peças criativas apresentadas ao público.

Para a coordenadora-executiva do Colégio AME, Elandia Dantas, a feira busca fazer com que os conhecimentos trabalhados em sala de aula ultrapassem a teoria e sejam colocados em prática pelos estudantes.
“Hoje, a gente está desenvolvendo a 15ª Feira do Conhecimento do Colégio AME com o tema sustentabilidade, do lixo à riqueza, mostrando para a comunidade escolar a importância da preservação do meio ambiente. Não é só cuidar da natureza, é modificar o nosso comportamento para que a gente possa ter um mundo mais saudável”, afirmou.

Elandia também relacionou a proposta a questões ambientais percebidas no cotidiano, como as altas temperaturas, inundações e alagamentos. Segundo a coordenadora, discutir a maneira como os resíduos são utilizados e descartados ajuda a ampliar a conscientização desde a infância.
“A gente mostra e põe em prática as ideias que são construídas dentro da escola, porque nós somos uma escola não só de criar ideias, mas também de criar soluções”, ressaltou.
A participação das famílias também marcou a feira. Thais Roma, mãe dos estudantes Ana Clara e André Lucas, acompanhou as apresentações e destacou a oportunidade de observar de perto o desenvolvimento dos filhos. Um deles tem 9 anos e cursa o 3º ano, enquanto a filha já está no ensino médio.
“É um momento excelente, um momento de grande valia para os nossos filhos. É muito recompensador quando você chega numa escola e vê o protagonismo das crianças, como eles estão com autonomia”, afirmou.
Para Thais, acompanhar estudantes de diferentes etapas da educação também permite perceber a evolução ao longo do processo escolar.
“Eu tenho dois filhos: um de nove anos, que está no terceiro ano, e a minha filha, que já está no ensino médio. Então, a gente pode ver como eles crescem, como eles são conduzidos a esse protagonismo, à autonomia nesse processo de aprendizado. Estou maravilhada com o contexto do ensinamento, do processo pedagógico e da transformação que eles estão apresentando aqui hoje”, completou.
Ao reunir experiências como o jogo criado por Davi, o desfile de materiais recicláveis e os demais projetos apresentados pelos alunos, a 15ª Feira do Conhecimento transformou o espaço escolar em uma vitrine de ideias desenvolvidas pelos próprios estudantes. A programação também aproximou as famílias do processo de aprendizagem e mostrou, na prática, como materiais simples e até mesmo resíduos podem se tornar ferramentas de criatividade, conhecimento e conscientização ambiental.

























