Rio Branco, 14 de setembro de 2026.

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Empreendedora de Rio Branco fica em 2º lugar no Brasil em vendas de ‘Morango Cravejado’ pelo iFood

Pamela Souza, proprietária do Ateliê das Gostosuras, comemora o reconhecimento nacional – Foto cedida

Uma tendência que ganhou espaço nas redes sociais colocou um empreendimento de Rio Branco em destaque no cenário nacional. O Ateliê das Gostosuras, comandado pela empreendedora Pamela Souza, alcançou o segundo lugar no Brasil em vendas do chamado “Morango Cravejado” pelo iFood, após apostar rapidamente na sobremesa que viralizou na internet.

O resultado foi registrado em um período de 11 dias. Segundo dados divulgados pela plataforma, o estabelecimento acreano concentrou 77% das vendas do produto realizadas no Acre. Outro número que chamou atenção foi a chegada de novos consumidores: 94% dos pedidos relacionados à sobremesa foram feitos por clientes que ainda não haviam comprado no estabelecimento.

Pamela conta que recebeu a notícia de maneira inesperada. Durante uma ligação de representantes do iFood, chegou a acreditar que se tratava de uma tentativa de golpe e encerrou a chamada.

“Quando começaram a falar, eu pensei que era um golpe e desliguei. Não acreditei de verdade. Logo depois, o nosso executivo representante aqui na cidade começou a me ligar. Quando vi que era ele, pensei: ‘acho que realmente era alguma coisa’. Foi quando confirmaram que eu tinha ficado em segundo lugar no Brasil”, relatou.

A dimensão do resultado surpreendeu a empreendedora, principalmente pela comparação com mercados consumidores de cidades muito maiores.

“Eles me informaram que eu fiquei em segundo lugar no Brasil inteiro com as vendas do Morango Cravejado e que 77% das vendas do Acre foram minhas. Eu fiquei pensando: ‘Meu Deus, como assim?’. Às vezes, a gente não acredita no nosso próprio potencial”, afirmou.

Tendência chegou ao cardápio após pedidos dos clientes

Segundo Pamela, acompanhar o comportamento dos consumidores nas redes sociais faz parte da estratégia adotada pelo negócio. Quando determinado produto começa a despertar interesse, pedidos enviados pelo Direct são utilizados como um termômetro para avaliar o que pode entrar no cardápio.

Foi dessa maneira que o Morango Cravejado chegou ao estabelecimento. Como a empresa já comercializava o Morango do Amor, a adaptação da produção ocorreu rapidamente.

“O cliente me pede no Direct e eu coloco na loja. Temos vários produtos fixos, mas sempre deixamos espaço para aquilo que está sendo pedido no momento. Foi assim com outros produtos e não foi diferente com o Morango Cravejado. Quando começaram a mandar para a gente, vimos a procura e pensamos: ‘vamos fazer’. Já produzíamos o Morango do Amor, então foi uma adaptação”, explicou.

A resposta dos consumidores foi imediata. De acordo com Pamela, durante o período de maior procura, aproximadamente 90% dos pedidos realizados pelo aplicativo incluíam a nova sobremesa.

Para atender ao aumento da demanda, a rotina de produção também precisou ser reorganizada. Pamela, que atua tanto na administração quanto na produção, contou com o reforço da mãe e da equipe para manter o produto disponível durante o pico de vendas.

“A minha mãe entrou 100% na cozinha para não deixar a sobremesa faltar. Foram dias de vendas muito intensas e a gente procurava não deixar acabar na loja. Isso também ajudou para que o volume fosse muito bom”, disse.

Reconhecimento relembra trajetória de 14 anos

O desempenho nacional também levou Pamela a recordar o início do Ateliê das Gostosuras, há cerca de 14 anos. Antes da estrutura atual, o negócio começou de maneira modesta, com produção no fundo da casa da família, no bairro Xavier Maia.

A empreendedora lembra que chegou a vender fatias de bolo na porta da faculdade e apostou no sistema de entregas em um período no qual o delivery ainda não tinha a força que possui atualmente.

“Lembrei de quando eu acreditei no meu negócio no começo e vendia fatias na porta da minha faculdade, quando ninguém acreditava que um negócio no fundo da minha casa, no Xavier Maia, pudesse dar certo. Eu comecei dentro de um delivery para depois ter uma loja física”, relembrou.

Com o passar dos anos, o empreendimento deixou o Xavier Maia, passou pelo Bosque e por uma estrutura de contêineres até chegar ao atual espaço. Para Pamela, a conquista recente representa o resultado de um processo construído com persistência e adaptação às mudanças no mercado.

“É fruto de muita dedicação, muita insistência e de acreditar muito no meu negócio”, resumiu.

Pamela também destaca que as vendas por entrega permaneceram como uma das principais características do empreendimento mesmo após a abertura do espaço físico. Com a chegada do iFood a Rio Branco, ela afirma ter enxergado a plataforma como uma possibilidade de ampliar o alcance da marca e conquistar novos consumidores.

O desempenho com o Morango Cravejado reforçou essa estratégia. Além de colocar um empreendimento de Rio Branco entre os maiores vendedores do produto no país durante a tendência, a alta participação de novos clientes indica que a sobremesa também funcionou como porta de entrada para consumidores que ainda não conheciam o negócio.

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