
Em entrevista concedida ao podcast do Portal Acre, Um Dedin de Prosa, nesta segunda-feira, 14, a candidata a deputada estadual Iwlly Cavalvante (PT) destacou a importância de criar condições para que mulheres possam romper com o ciclo da violência.
A candidata ressaltou que o assunto deve ser tratado com seriedade e que as mulheres devem ser priorizadas no orçamento do estado. A candidata defendeu o fomento ao empreendedorismo, proteção e apoio psicoemocional à essas mulheres.
“É um assunto que a gente precisa tratar com seriedade, principalmente com orçamento e com legislações. Porque muito se fala do combate à violência contra a mulher, e quando a gente vai ver o orçamento do estado, ele não está onde mais precisa, que é no fomento ao empreendedorismo, que essa mulher saia de casa, que ela tenha uma proteção, que ela consiga se estabilizar emocionalmente, o fortalecimento do SUS com assistência psicoemocional para que essas mães consigam sair daquele estado”, ressaltou.
Iwlly destacou que violência de gênero não se limita a uma classe específica: “Acho que a violência de gênero, a violência contra a mulher, ela não está em nenhuma classe específica, ela atravessa todas as mulheres do estado do Acre”, disse.
Durante a entrevista, a candidata defendeu a ampliação do atendimento especializado de delegacias no interior do estado e o empoderamento das mulheres para que possam entender qual o tipo de violência que estão vivendo.
“A gente quer estar trabalhando a questão da regionalização das delegacias, que a gente sabe que é uma dificuldade, principalmente no interior. Em Rio Branco, a gente só tem uma delegacia especializada da mulher. Então, a gente precisa ampliar esse número de delegacias, sim, mas principalmente o empoderamento dessas mulheres, para que elas tenham a capacidade de compreender o tipo de violência que ela está vivendo, que é a violência física, emocional, psicológica, são vários os tipos de violência, e que ela possa estar chegando no espaço onde ela realmente é acolhida”, ressaltou.
Outro ponto abordado por Iwlly foi a importância do estado oferecer condições por meio da empregabilidade para que essas mulheres possam sair do ciclo da violência, bem como creches ou escola para os filhos, que tenham um horário mais adequado e compatível ao horário de trabalho das mães.
“Muitas mulheres precisam do emprego, então quando o Estado não tem uma empregabilidade que realmente acolhe essa mulher, ela vai voltar por lá violento dela. Quando ela não tem uma creche disponível ou uma escola com horário adequado, que é outra pauta que a gente trabalha, que às vezes a mulher trabalha de sete a meio dia ou de sete às duas horas e a gente sabe que o horário de aula às vezes é de sete às onze, a criança sai mais cedo”, afirmou.








