
A produção de milho no Acre deve crescer 10,5% em 2026 na comparação com a safra do ano passado, enquanto a soja tem aumento estimado de 8,5%. Os dados fazem parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de agosto, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e atualizado nesta terça-feira (15).
As informações são estimativas para a safra de 2026 feitas em agosto, e não um balanço definitivo da produção já colhida. O levantamento compara os números projetados para este ano com a safra de 2025 e também registra as revisões feitas em relação à estimativa de julho.
Milho passa de 123 mil para 136 mil toneladas
Segundo o IBGE, o Acre produziu 123.214 toneladas de milho em 2025. Para 2026, a estimativa de agosto aponta 136.112 toneladas, acréscimo de 12.898 toneladas, equivalente a 10,5%.
O resultado considera as duas safras do cereal. A primeira safra está estimada em 85.261 toneladas, enquanto a segunda deve alcançar 50.851 toneladas.
A estimativa de agosto praticamente não alterou a produção da segunda safra em relação ao mês anterior. Já os números da primeira safra foram revisados para baixo na comparação com julho.
Soja também registra expansão
A soja apresenta uma trajetória semelhante. A produção estimada para 2026 é de 61.479 toneladas, contra 56.659 toneladas registradas em 2025. O avanço é de 4.820 toneladas, ou 8,5%.
Além do aumento da produção, o rendimento médio estimado passou de 3.738 para 3.926 quilos por hectare, crescimento de 5% na comparação anual.
O avanço das duas culturas ocorre em um cenário no qual o IBGE projeta aumento da produção agrícola brasileira em 2026. No levantamento de agosto, a estimativa nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas chegou a 352,9 milhões de toneladas, 2% acima da safra de 2025 e recorde da série histórica do instituto.
Arroz segue caminho contrário
Entre as principais culturas acompanhadas no Acre, o arroz apresenta movimento diferente. A produção estimada caiu de 4.246 toneladas em 2025 para 3.951 toneladas em 2026, uma redução de 6,9%. O rendimento médio, porém, teve pequena alta, passando de 1.211 para 1.219 kg/ha.
Como se trata de uma estimativa de safra, os números ainda podem ser revisados nas próximas edições do LSPA, à medida que avançam as informações sobre as lavouras e a colheita.








