Rio Branco, 12 de setembro de 2026.

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Rila Freze apresenta trajetória e propostas para assistência social, saúde e combate à violência contra a mulher

Segundo a candidata, a experiência no cargo permitiu um contato mais próximo com diferentes realidades sociais da capital – Foto Lucas Dourado

Candidata a deputada estadual, Rila Freze participou do podcast Dedin de Prosa, do Portal Acre, onde falou sobre sua trajetória profissional e política, além de apresentar propostas que pretende defender caso seja eleita para a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Entre os assuntos abordados estiveram direitos humanos, geração de oportunidades para jovens, população em situação de rua, dependência química e violência contra a mulher.

Professora de formação e com atuação na área de direitos humanos, Rila contou que está afastada da sala de aula desde 2021, quando passou a integrar a gestão do prefeito Tião Bocalom, em Rio Branco. Na administração municipal, exerceu a função de diretora de Direitos Humanos.

Segundo a candidata, a experiência no cargo permitiu um contato mais próximo com diferentes realidades sociais da capital acreana e contribuiu para a decisão de disputar uma cadeira no Legislativo estadual.

“Consegui visualizar, de fato, as mazelas da nossa cidade, as dificuldades que a população realmente vive. Até então, eu conhecia as necessidades da sala de aula”, afirmou.

Rila disse que pretende utilizar um eventual mandato para fiscalizar políticas públicas, buscar recursos e atuar na garantia de direitos. Durante a entrevista, criticou a atuação fiscalizatória do Legislativo e citou como exemplo os problemas enfrentados na saúde pública.

Ao mencionar a situação do Pronto-Socorro de Rio Branco, a candidata ponderou que as dificuldades não podem ser atribuídas exclusivamente à atual gestão estadual e classificou os problemas como históricos.

“Não é um problema agora da governadora Mailza. Eu quero deixar claro aqui. É um problema que é contínuo já de 20 anos”, declarou.

Juventude e mercado de trabalho

Outro ponto abordado foi a criação de oportunidades para jovens. Rila defendeu que políticas sociais sejam acompanhadas de qualificação profissional e mecanismos capazes de facilitar a entrada no mercado de trabalho.

Ela citou sua passagem pela Diretoria de Direitos Humanos e afirmou que participou do fortalecimento do programa Bolsa Estágio, com ampliação de vagas e ações de capacitação. Conforme relatou durante a entrevista, quase 300 jovens teriam sido alcançados no período em que esteve na diretoria.

A candidata também criticou políticas baseadas exclusivamente na distribuição de benefícios emergenciais. Na avaliação dela, medidas como entrega de cestas básicas podem atender necessidades imediatas, mas não são suficientes para romper ciclos de pobreza.

Rila defendeu investimentos públicos e destinação de emendas parlamentares para programas de qualificação e geração de oportunidades. Também afirmou considerar necessário criar caminhos para que pessoas capacitadas consigam efetivamente ingressar no mercado de trabalho.

Dependência química e população em situação de rua

Ao ser questionada sobre a população em situação de rua e pessoas com dependência química, Rila apontou o fortalecimento da rede de saúde mental como uma de suas prioridades.

Entre as medidas citadas estão investimentos no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD III), ampliação da estrutura existente, criação de novas unidades e apoio a instituições que atuam no acompanhamento de dependentes químicos.

Para a candidata, o atendimento precisa ir além da assistência imediata e incluir acompanhamento contínuo com profissionais como psicólogos e psiquiatras.

“Drogadição é doença”, afirmou Rila, ao defender tratamento de longo prazo para pessoas em situação de dependência.

Durante o programa, ela também relembrou casos acompanhados enquanto estava na Diretoria de Direitos Humanos. Segundo Rila, uma pessoa conhecida popularmente como “Pai Um Real” teria sido encaminhada por ela 33 vezes ao Pronto-Socorro. A candidata afirmou ainda que existem relatórios sobre esses atendimentos encaminhados ao Ministério Público.

Combate à violência contra a mulher

A violência de gênero também esteve entre os temas discutidos no Dedin de Prosa. Rila defendeu que as políticas de proteção não sejam direcionadas apenas às vítimas, mas incluam medidas de acompanhamento dos autores de violência.

Na avaliação da candidata, instrumentos como medidas protetivas e mecanismos de emergência são importantes, mas precisam fazer parte de uma política mais ampla de prevenção à reincidência.

“Não adianta só cuidar da mulher. Nós temos que tratar o agressor, para ele não reincidir”, declarou.

Rila também defendeu maior efetividade das punições previstas em lei e políticas de acompanhamento dos agressores, argumentando que, sem ações voltadas à origem do comportamento violento, o autor pode voltar a praticar violência em relacionamentos futuros.

Direitos humanos

Durante a entrevista, a candidata ainda explicou sua visão sobre a atuação na área de direitos humanos. Segundo ela, a defesa desses direitos deve alcançar todas as pessoas, independentemente de religião, orientação sexual ou gênero, conforme as garantias previstas na Constituição.

Rila ressaltou que a defesa da integridade de pessoas privadas de liberdade não significa afastar a responsabilização criminal.

“Direitos humanos defendem que quem cometeu crime seja penalizado com o rigor da lei, mas que esse cidadão que está sendo condenado à prisão tenha a integridade física garantida”, disse.

Ao longo da participação no Dedin de Prosa, Rila Freze apresentou a experiência acumulada na educação e na Diretoria de Direitos Humanos como base de sua candidatura. Caso eleita deputada estadual, afirmou que pretende concentrar sua atuação na fiscalização do poder público, na garantia de direitos e no fortalecimento de políticas voltadas à juventude, assistência social, saúde mental e enfrentamento à violência contra a mulher.

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