Rio Branco, 22 de outubro de 2026.

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Acre fica fora dos estados com alta da SRAG, mas Rio Branco ainda exige atenção

InfoGripe aponta que Síndrome Respiratória Aguda Grave segue sem tendência de alta no Acre – Imagem gerada por IA

O avanço dos casos graves de doenças respiratórias apresenta comportamentos diferentes entre as regiões brasileiras. No Acre, os indicadores de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem fora dos grupos de maior atenção estadual, enquanto Rio Branco continua com nível de atividade elevado, mas sem tendência de crescimento nas últimas seis semanas, segundo o boletim semanal InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A atualização considera a Semana Epidemiológica 41, de 11 a 17 de outubro, com dados inseridos no sistema de vigilância até 17 de outubro. O Acre não aparece entre os três estados que combinam nível de atividade de SRAG em alerta ou risco com tendência de crescimento: Goiás, Mato Grosso e Sergipe. Também não integra o grupo de unidades da Federação com atividade elevada, mas sem crescimento no longo prazo.

Em relação à edição anterior, houve mudança no cenário nacional. Na Semana Epidemiológica 40, apenas Sergipe apresentava atividade elevada de SRAG acompanhada de tendência de crescimento. Agora, Goiás e Mato Grosso também passaram a integrar esse grupo.

Rio Branco mantém atividade elevada

Na capital acreana, o quadro requer acompanhamento. Rio Branco está entre as quatro capitais que apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, mas sem tendência de crescimento nas últimas seis semanas. Também fazem parte desse grupo Belém, Brasília e Florianópolis.

Na semana anterior, Rio Branco não aparecia entre as capitais com atividade elevada. A atualização indica, portanto, uma mudança no nível de atividade, embora não haja sinal estatístico de crescimento sustentado no período de seis semanas analisado.

Rinovírus segue predominante

No cenário nacional, os casos de SRAG apresentam tendência de queda no longo prazo e estabilização ou oscilação no curto prazo. O metapneumovírus registra aumento, enquanto rinovírus e Covid-19 apresentam leve crescimento dos casos graves. A incidência de SRAG associada à Covid-19, porém, permanece baixa no país.

Nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes, o rinovírus respondeu por 53,7% dos resultados positivos para vírus respiratórios, seguido pelo vírus sincicial respiratório (VSR), com 12%; SARS-CoV-2, com 5,8%; influenza B, com 5,3%; e influenza A, com 3,4%.

Os indicadores do InfoGripe refletem o comportamento observado no período analisado e não constituem previsão para as semanas seguintes. Os dados mais recentes também podem sofrer alterações à medida que novas notificações são incorporadas ao sistema.

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