
O Acre registrou 96 vítimas de homicídio doloso entre janeiro e setembro de 2026, ante 123 no mesmo período do ano passado. A diferença de 27 vítimas representa uma redução de aproximadamente 22% no indicador, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Apesar da queda nos homicídios consumados, o estado contabilizou 230 vítimas de tentativas de homicídio nos primeiros nove meses deste ano. O número supera em mais de duas vezes o total de vítimas de homicídio doloso registrado no mesmo intervalo.
Os indicadores representam situações distintas: os homicídios dolosos correspondem a mortes provocadas intencionalmente, enquanto as tentativas de homicídio são ocorrências em que não houve morte.
Rio Branco concentrou a maior quantidade de vítimas de homicídio doloso, com 40 registros. Em seguida aparecem Mâncio Lima e Cruzeiro do Sul, com sete vítimas cada, e Brasiléia, com seis.
A distribuição mensal dos homicídios dolosos mostra que fevereiro teve o maior número de vítimas em 2026, com 15 registros. Março contabilizou 13 e abril, 14.
A partir de maio, os números ficaram abaixo do pico registrado no início do ano. Foram dez vítimas em maio, 11 em junho, sete em julho e seis em agosto. Em setembro, porém, o total voltou a subir, chegando a dez vítimas.
Agosto apresentou o menor resultado mensal do período analisado, mas a elevação observada em setembro mostra que os registros não seguiram uma trajetória contínua de queda ao longo dos nove meses.
As tentativas de homicídio totalizaram 230 vítimas entre janeiro e setembro de 2026. Rio Branco também lidera nessa categoria, com 104 registros, o equivalente a aproximadamente 45% do total estadual.
Os dados do Sinesp oferecem um retrato parcial da segurança pública no Acre. A continuidade da redução dos homicídios e a evolução das tentativas até o encerramento do ano serão importantes para avaliar o comportamento dos indicadores em 2026.







