
A presença dos municípios acreanos entre os maiores registros de desmatamento da Amazônia Legal diminuiu em setembro de 2026. Segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), apenas Tarauacá aparece entre os dez municípios com maior área desmatada no período, ocupando a sétima posição, com 9 km².
O resultado contrasta com o levantamento de agosto, quando quatro municípios do Acre figuravam entre os dez primeiros do ranking: Feijó, Tarauacá, Sena Madureira e Rio Branco. Naquele mês, Feijó liderou a lista, com 29 km², enquanto Tarauacá registrou 16 km² e Sena Madureira e Rio Branco tiveram 13 km² cada.
Em setembro, os maiores registros ficaram concentrados principalmente no Pará. Portel liderou o ranking, com 22 km², seguido por Pacajá e São Félix do Xingu, com 12 km² cada. Altamira e Uruará registraram 10 km², enquanto Anapu teve 9 km², mesmo valor identificado em Tarauacá.
Tarauacá tem redução em relação a agosto
A área desmatada detectada em Tarauacá caiu de 16 km² em agosto para 9 km² em setembro, uma redução de aproximadamente 44%. Com isso, o município passou da terceira posição no ranking regional para a sétima.
A mudança também ocorreu no cenário estadual. O Acre registrou 48 km² de desmatamento em setembro, contra 113 km² no mês anterior, uma queda de aproximadamente 58%. Na comparação com setembro de 2025, quando foram identificados 58 km², a redução foi de 17%.
Desmatamento cresce na Amazônia Legal
Apesar da redução registrada no Acre, o desmatamento aumentou no conjunto da Amazônia Legal. O SAD identificou 374 km² de áreas desmatadas em setembro de 2026, contra 279 km² no mesmo mês do ano passado, um crescimento de 34%.
O Pará concentrou 53% da área desmatada detectada no período, seguido pelo Amazonas, com 16%, e pelo Acre, com 13%. Assim, mesmo com a redução estadual, o Acre permaneceu entre os estados com participação relevante no total regional.
O Sistema de Alerta de Desmatamento utiliza imagens de satélite para identificar alterações na cobertura florestal da Amazônia Legal. Os dados permitem acompanhar a distribuição dos alertas por estado, município e áreas protegidas, mas não determinam, por si só, a legalidade das atividades responsáveis pelas alterações detectadas.








