
Religioso italiano, que dedicou grande parte da vida à população acreana, recebeu homenagens e orações na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, onde está sepultado.
Mesmo após uma década de sua morte, o legado do Padre Paolino Maria Baldassari, conhecido popularmente como Padre Paulino, continua presente na memória dos moradores de Sena Madureira, no interior do Acre. Nesta segunda-feira, 2, Dia de Finados, fiéis estiveram na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, onde o religioso está sepultado, para prestar homenagens, acender velas e realizar orações em sua memória.
Em entrevista à reportagem do Portal Acre, Frei José M. Rosa Alves, conhecido como Frei Zezinho, destacou a importância histórica e religiosa de Padre Paulino, que dedicou grande parte de sua vida ao atendimento espiritual e à assistência à população, especialmente às comunidades mais afastadas.
Segundo o frei, o movimento de visitantes foi maior durante a manhã, quando diversas pessoas passaram pela igreja para homenagear o religioso. Durante a tarde, a procura foi menor.
“O Frei Paulino é uma memória viva no Acre, porque ele não só atendeu a cidade de Sena Madureira, mas também todo o município, o interior, os rios, os ribeirinhos e as estradas. Como médico, também atendeu muitas pessoas”, destacou.
Frei Zezinho explicou que a igreja não permaneceu aberta durante todo o dia, o que pode ter dificultado a visita de alguns fiéis. Para o próximo ano, a intenção é organizar uma escala de atendimento e divulgar antecipadamente os horários de visitação, permitindo que mais pessoas possam visitar o túmulo.
Durante a entrevista, o religioso também explicou o significado das velas acesas pelos cristãos em homenagem aos falecidos.
“Vela é luz. Luz lembra Cristo. Cristo é a nossa luz. Então, para que Cristo continue brilhando no caminho daqueles que já foram, que seja Cristo a luz de cada um deles”, afirmou.
Natural da Itália, Padre Paolino Maria Baldassari faleceu em 8 de abril de 2016, aos 90 anos. Ao longo de sua trajetória, desenvolveu trabalhos religiosos e de assistência à população em diferentes localidades, incluindo Xapuri e Boca do Acre, no Amazonas. Entretanto, foi em Sena Madureira que passou a maior parte de sua vida, construindo uma trajetória marcada pela atuação missionária e pelo atendimento às comunidades.
Ao final da entrevista, Frei Zezinho conduziu uma oração pela canonização de Padre Paulino, reconhecido pela Igreja Católica como Servo de Deus. A prece, realizada também no dia 8 de cada mês, pede que o religioso seja reconhecido entre os santos da Igreja.

A homenagem reforçou a importância de Padre Paulino para a história religiosa e social de Sena Madureira, onde sua memória permanece preservada entre os fiéis e moradores que conheceram seu trabalho.









