Rio Branco, 25 de maio de 2026.

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Projeto Família Acolhedora recebe novo veículo para reforço do atendimento de crianças e adolescentes em Rio Branco

Veículo foi adquirido com recursos de uma emenda de quando Mailza Assis ainda era Senadora da República – Foto: Pâmela Celina

A Prefeitura de Rio Branco realizou nesta segunda-feira, 15, a entrega de um automóvel para integrar a frota da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH) com o objetivo de fortalecer e atender as demandas so Serviço de Acolhimento Familiar (SAF).

O veículo, adquirido por meio de Emenda parlamentar da ex-senadora Marilza Assis, também vai contribuir para o fortalecimento das ações da política de assistência social no município.

O Serviço de Acompanhamento Familiar tem como composição o projeto Família Acolhedora que consiste na habitação e acompanhamento de famílias pelo serviço, para observar se atendem aos critérios que as credenciam a abrigar voluntariamente, por período provisório, crianças e adolescentes.

Além disso, também oferecem cuidado integral e convivência familiar e comunitária em regime de guarda provisória. O objetivo é preparar as crianças e adolescentes para o retorno à família de origem.

De acordo com o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, é necessário investimento para a qualidade de vida dessas crianças que, muitas vezes, não possuem expectativa de futuro.

“Quando a Justiça criou esse programa lá atrás, não tinha contrapartida para as famílias. Então, é claro, poucas famílias participaram do programa. Quando nós, em 2022/2023, lançamos o programa, nós lançamos com um salário mínimo para cada família que adotasse uma criança. E estou feliz que tem família que adotou duas crianças, ou seja, está levando dois salários mínimos. Ela tem que ser compensada, porque não tem jeito de cuidar dos filhos dos outros de forma gratuita. Então, o poder público tem obrigação e essas são crianças que realmente precisam. São crianças que a justiça verificou que realmente estão totalmente abandonadas e precisam de alguém para cuidar delas”, disse.

Conforme Bocalom, a saída que a Prefeitura encontrou para ajudar estas crianças foi com o Família Acolhedora.

“É mais barato fazer isso do que criar orfanatos, que sempre existiram, para cuidar de criança e tal. Eu acho que o Família Acolhedora é fundamental, porque a criança vai para o seio de uma família e ali, eu tenho certeza, que eles têm perspectiva de futuro bem mais brilhante do que aquele que, infelizmente, estavam sendo encaminhados. Então, eu estou muito feliz de fazer esse programa”, afirmou.

O prefeito também fez um convite à população. “Você que tem possibilidade de apoiar uma criança, entre em contato com o Tribunal de Justiça ou então com a nossa Secretaria de Assistência Social para poder ajudar a dar mais luz na vida de uma criança dessa. Quem puder, entre nesse programa que é muito bonito. Tem muitas crianças precisando de você”, convidou.

O programa possui, no total, cerca de 30 vagas. Atualmente, cerca de 10 famílias atendem e acolhem 14 crianças. Além disso, também há duas casas de acolhimento, uma feminina e uma masculina (Maria Tapajós e Sol Nascente).

Conforme o secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcos Luz, a aquisição do veículo exposto nesta segunda-feira, 15, é um passo importante para dar mais qualidade ao programa.

“Esse veículo aqui é uma emenda da ex-senadora Mailza Assis. É muito importante dizermos que, quando o Poder Público entrega a família, ao seio familiar, não abandona as crianças. Continuamos dando atendimento social, psicológico, de saúde e esse veículo aqui vai servir para ajudar a fazer esse atendimento”, declarou.

O coordenador do Serviço de Acolhimento Familiar, Crispim Saraiva, explicou que em uma reunião com a Prefeitura, foi questionado sobre o que era necessário para fortalecer o Família Acolhedora. Segundo ele, o essencial era fazer com que as famílias recebessem o auxílio financeiro para dar dignidade no acolhimento.

” O prefeito prontamente disse: ’30 famílias, eu vou dar o benefício para 30 famílias’. Nós temos dez e precisamos de mais 20 famílias. Hoje, nós temos o potencial de estar acolhendo 15 crianças, para esse final de ano, início de janeiro e para nós é motivo de alegria. O Serviço de Acolhimento Familiar veio para dar uma dignidade no acolhimento de crianças e adolescentes”, relatou.

Fazer a diferença

Daniele acolhe uma criança de 9 anos e fala da importância da solidariedade – Foto: Pâmela Celina

O Família Acolhedora não faz a diferença somente na vida das crianças que são atendidas. O projeto também tem impacto e importância nas famílias que acolhem estas crianças e adolescentes.

A Daniele Cristina Paz, de 41 anos, acolhe atualmente uma criança de 9 anos. Para ela, participar do programa é desafiador, mas que reforça a importância da solidariedade e amor ao próximo.

“Eu sempre gostei de crianças, adolescentes, então é maravilhoso podermos cuidar, ensinar, dar um lar cristão, ensinar. O nosso papel é amar, cuidar. Estamos aqui para ajudar, para servir e dar uma boa educação, para instruirmos e ensinarmos as coisas boas da vida, isso é muito importante. Fizemos todo o planejamento, treinamento e tudo o que era necessário para participar do programa. Então, é maravilhoso. São desafios que estamos tendo e que são maravilhosos”, compartilhou.

A Romilda Guimarães Sousa, de 44 anos, participa do projeto há cerca de quatro anos e já acolheu oito crianças. Para ela, acolher também é um ato de amor.

“A importância de acolher essas crianças é que a gente vai dando o amor que eles merecem, o carinho, a atenção, ensinando quem não sabe. Tanto eles me ensinam como eu os ensino. Além disso, participam da escola, faço a tarefa junto e tento fazer tudo o que merecem”, disse.

Natural de Tarauacá, Romilda compartilha que conheceu o Família Acolhedora por meio da igreja que sua irmã frequenta. Após entrar em contato com Crispim, Romilda começou a fazer os procedimentos necessários para ser voluntária e, assim, iniciar no acolhimento. A acreana conta também que espera acolher mais crianças.

“Deu tudo certo e fui fazendo os procedimentos, assinar os documentos, essas coisas e estou aqui até hoje. E espero acolher mais crianças. Já acolhi dois gêmeos, porque isso para mim é uma experiência. Eu sempre tive vontade de ser mãe de gêmeos, mas eu não consegui ser, porque Deus tinha esse plano na minha vida, cuidar dessas crianças. E eu sou louca para ser mãe ainda, mas não posso mais. Mas porque Deus é bom, acho que pensou: ‘Não vou deixar ela, porque tem gente para cuidar ainda. E é uma alegria fazer parte deste projeto”, finalizou.

Para participar do Família Acolhedora basta buscar mais informações na Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, no Poderá Judiciário do Estado do Acre (TJAC) ou acessar o site https://www.riobranco.ac.gov.br/acolhimento-familiar-menu/.

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