
Mileny Andrade (estagiária), sob supervisão de Leônidas Badaró
O policial militar Alan Melo Martins vai a júri popular na próxima segunda-feira, 12, pelos crimes de homicídio doloso e tentativa de homicídio relacionados ao acidente que resultou na morte de Silvinha Pereira da Silva, 38 anos, em maio de 2019, em Rio Branco. Além da morte de Silvinha, seu esposo, José da Silva e Silva, ficou gravemente ferido.
Relembre o caso
O caso aconteceu na Estrada Dias Martins, uma das vias mais movimentadas da capital acreana. Silvinha estava em uma motocicleta com o marido, José da Silva, quando o veículo foi atingido por trás pelo carro conduzido pelo policial militar. Com o impacto, os três envolvidos ficaram feridos e foram socorridos para o pronto-socorro.
Silvinha passou por atendimento médico, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no dia seguinte.
Investigações
Durante a apuração do caso, laudos periciais apontaram que o carro conduzido pelo policial trafegava em alta velocidade, estimada em cerca de 130 km/h, em um trecho onde o limite permitido era de 40 km/h. Testemunhas ouvidas no processo também relataram que o veículo seguia acima da velocidade normal momentos antes da colisão.

Outro ponto analisado nas investigações foi o possível consumo de bebida alcoólica pelo policial no dia do acidente. Apesar de ele negar, depoimentos de testemunhas indicam que houve ingestão de bebida alcoólica, o que é contestado pela defesa. O Ministério Público afirmou, durante as investigações, que Alan bebeu cerca de 30 garrafas de cerveja antes de dirigir.
Denúncia do Ministério Público
Com base nas provas reunidas, o Ministério Público do Acre (MP-AC) denunciou o policial por homicídio doloso, pela morte de Silvinha, e por tentativa de homicídio doloso, em relação ao marido da vítima. A denúncia foi recebida pela Justiça em 12 de junho de 2019.
O julgamento vai ser realizado na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco e o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) será representado pelo promotor Efrain Mendoza. A previsão é que o julgamento dure, pelo menos, dois dias.








