
Elizabete Adory de Medeiros Oliveira, conhecida como Nete, apresentou-se espontaneamente à Delegacia Geral de Brasiléia na manhã desta segunda-feira, 26. Contra ela havia mandado de prisão em aberto, relacionado ao homicídio de Regina Patrícia Teixeira da Cunha, um dos crimes mais violentos registrados neste início de ano na região de fronteira.
Com a apresentação de Elizabete, a Polícia Civil conclui a captura dos cinco investigados apontados como envolvidos diretamente no assassinato ocorrido na madrugada de 2 de janeiro. A suspeita era considerada peça-chave para o completo esclarecimento da dinâmica e da logística do crime.
Depoimento e negativa de envolvimento
Durante o interrogatório, realizado ainda nesta segunda-feira, Elizabete negou qualquer participação no homicídio. No entanto, segundo fontes ligadas à investigação, os depoimentos dos outros quatro presos e os elementos reunidos no inquérito contradizem essa versão.
“A investigada nega envolvimento, porém as provas técnicas e os relatos dos demais envolvidos apontam em sentido oposto”, informou uma fonte da Polícia Civil.
Audiência de custódia
Após a apresentação, Elizabete será encaminhada à audiência de custódia, onde o juiz plantonista deverá analisar, a legalidade do cumprimento do mandado de prisão; a manutenção da prisão preventiva, solicitada pelo delegado Erick Ferreira Maciel, com base na periculosidade e no risco à ordem pública; o eventual encaminhamento ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Papel na logística do crime
De acordo com as investigações, Elizabete teria desempenhado um papel fundamental para que o homicídio fosse executado. O inquérito aponta que ela teria sido responsável por fornecer a faca de açougueiro utilizada no crime; ceder sua motocicleta, usada tanto para levar os executores até a residência da vítima, no bairro Eldorado, quanto para a fuga após o assassinato; participar da reunião em que integrantes da facção Comando Vermelho (CV) teriam “decretado” a morte de Regina Patrícia, sob acusação de delação.
Inquérito concluído
Com a prisão da última suspeita, a Polícia Civil considera encerrada a fase de capturas do caso. O homicídio chocou a população pela frieza da execução, que contou com a participação da própria enteada da vítima, responsável por silenciar os cães da residência e facilitar a entrada dos assassinos.
Os cinco investigados permanecem presos e devem responder por homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. A prisão preventiva foi decretada para evitar interferências na instrução processual e possíveis ameaças a testemunhas.








