Rio Branco, 20 de maio de 2026.

Sem fronteiras 4

Biblioteca da Floresta é reinaugurada com nova estrutura e passa a abrigar sede do IMC no Acre

Gladson e Mailza estiveram presentes na entrega da obra de revitalização da Biblioteca da Floresta – Foto Everton Monteiro

Nesta segunda-feira, 23, o Governo do Estado do Acre entregou a reforma da Biblioteca da Floresta, em Rio Branco, marcando também a inauguração da nova sede do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC), que passa a funcionar no mesmo espaço. A proposta une cultura, educação e políticas ambientais em um único ambiente, reforçando a identidade amazônica e a valorização do patrimônio histórico do estado.

Durante a solenidade, o secretário de Estado de Obras Públicas, Ítalo Lopes, destacou o simbolismo da entrega e o impacto das intervenções realizadas pela gestão estadual. Segundo ele, a obra representa o cuidado com a história e a modernização dos espaços públicos.

“Tem sido sensacional. Essa obra traduz bem o que é a gestão do governador Gladson Cameli e da vice-governadora Mailza Assis. Aqui a gente tem cultura, educação e o cuidado com a coisa pública. Tudo está sendo renovado sem apagar a história, mas reconhecendo a história acreana”, afirmou.

O secretário também ressaltou a estratégia de integrar o IMC ao espaço, como forma de fortalecer a preservação do prédio e ampliar sua funcionalidade. “A ideia de trazer o IMC para cá ajuda na manutenção e ainda cria um ambiente adequado para receber missões internacionais, como representantes da União Europeia e da Alemanha. É muito mais fácil contar a história do Acre em um espaço como esse”, completou.

Biblioteca da Floresta será a nova sede do Instituto de Mudanças Climáticas – Foto Everton Monteiro

Já o presidente da Fundação Elias Mansour (FEM), Minoru Kinpara, enfatizou o valor simbólico da biblioteca para a cultura amazônica e para o povo acreano. Ele destacou que o espaço reúne elementos históricos importantes, como exposições sobre o ciclo da borracha e referências aos povos originários.

“A Biblioteca da Floresta é um símbolo da Amazônia e do povo acreano. Aqui temos obras que refletem nossa história, nossa cultura e nossa identidade. Devolver esse espaço à população é um sentimento de alegria e respeito com o nosso povo”, disse.

Kinpara também ressaltou que o local vai além de uma biblioteca tradicional, funcionando como centro cultural e espaço de exposições. Segundo ele, a proposta é ampliar o acesso da população, inclusive com funcionamento em finais de semana e horários estendidos conforme a programação. “Queremos facilitar o acesso para quem trabalha durante a semana e também para visitantes de outros estados e países”, explicou.

A presidente do IMC, Jaksilande Araújo, destacou que a nova sede representa um avanço para as políticas ambientais no estado. Ela lembrou que o instituto é responsável pela gestão do Sistema de Incentivo a Serviços Ambientais (SISA), que envolve comunidades tradicionais, extrativistas e povos indígenas.

“É um momento de muita alegria. O IMC é guardião do SISA, que tem uma governança participativa com ribeirinhos, agricultores familiares, extrativistas e povos indígenas. Agora temos um espaço adequado para realizar nossas deliberações e fortalecer esse trabalho”, afirmou.

Durante o evento, o governador Gladson Cameli reforçou o compromisso de conciliar preservação ambiental com desenvolvimento econômico no estado.

“Coloquei o meio ambiente na mesa junto com a agricultura. Precisamos preservar, mas também gerar emprego e renda. Esse é o maior exemplo de que é possível equilibrar desenvolvimento e sustentabilidade, respeitando os povos originários e toda a população”, declarou.

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