Rio Branco, 29 de abril de 2026.

Sem fronteiras 4

VÍDEO: pediatra alerta para risco de sarampo no Acre e baixa cobertura vacinal

Pediatra destaca que a cobertura vacinal da tríplice viral está abaixo da cobertura ideal – Foto reprodução

A médica pediatra e neonatologista Mariana Colodetti fez um alerta, nesta terça-feira, 24, sobre o risco de reintrodução do sarampo no Acre, diante do aumento de casos nas Américas e da proximidade com países em surto, como a Bolívia.

Em vídeo publicado nas redes sociais, a médica destacou que o cenário atual não deve ser ignorado, principalmente por conta da baixa cobertura vacinal.

“Nas Américas, os casos de sarampo aumentaram 43% no início do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Estados Unidos, México e Canadá somaram quase mil casos por semana. Mas você pensa, ‘está longe, não chega’, a Bolívia, nosso vizinho, vive um surto ativo desde o ano passado”, afirmou.

Segundo ela, o vírus é altamente contagioso, podendo infectar de 9 a 10 pessoas, além de se espalhar rapidamente entre pessoas não imunizadas, pelo ar, sem contato direto:

“Aqui no Acre, como pediatra, eu preciso ser direta com vocês. A tríplice viral, que é a vacina que protege contra o sarampo, precisa de 95% para poder criar uma barreira real. Só que o Brasil alcançou 77% de cobertura. Isso quer dizer que muitas crianças, inclusive aqui no estado, não receberam esquema completo ou não receberam nenhuma dose”, explicou.

Colodetti reforçou ainda a importância de os pais verificarem a caderneta de vacinação das crianças, principalmente nos primeiros anos de vida. Pelo calendário do Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina contra o sarampo é aplicada em duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

“Vírus não respeita fronteiras […] Então, se o seu filho tem menos de dois anos e você não se lembra a última vacina que fez, para tudo e vai checar a caderneta de vacina do seu filho”, alertou.

Cenário de alerta

O alerta da médica ocorre em meio ao aumento expressivo de casos nas Américas. Somente nos primeiros meses de 2026, o continente já registrou mais de 7 mil infecções, quase metade do total de todo o ano passado.

No Brasil, o primeiro caso confirmado neste ano foi de uma bebê de seis meses, em São Paulo, que contraiu a doença após viajar para a Bolívia, país que enfrenta surto ativo desde 2025.

Apesar de o país ainda manter o status de área livre do sarampo, autoridades de saúde reforçam que a vacinação é a principal forma de prevenção, especialmente em regiões de fronteira, como o Acre.

Especialistas também alertam que a circulação de pessoas entre países e a queda na cobertura vacinal aumentam o risco de novos casos.

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