O uso do chamado macadame hidráulico deve marcar uma mudança na forma de recuperação de rodovias no Acre, especialmente na BR-364 e na Estrada do Aeroporto, em Rio Branco.
Segundo o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no estado, Ricardo Araújo, a técnica é mais resistente e adequada às condições do solo acreano, que apresenta baixa estabilidade.
“O macadame hidráulico é um pavimento mais robusto. Você faz a colocação de pedras, agrupa, e ele volta a ficar com uma forma de rocha”, explicou.

De acordo com ele, o modelo atual de base utilizado nas rodovias não tem suportado as condições do terreno, principalmente em trechos como entre Sena Madureira e Manoel Urbano.
“O subleito do Acre é muito ruim. Esse material que era usado não deu sustentação”, afirmou.
Ainda segundo o superintendente, testes com o novo modelo já foram realizados no estado e apresentaram bons resultados.
“O primeiro teste foi feito em 2017 e está intacto até hoje. Precisa apenas de pequenos reparos”, disse.
Onde será aplicado
O macadame hidráulico será utilizado em novas intervenções previstas pelo Ministério dos Transportes.
Na Estrada do Aeroporto, em Rio Branco, a técnica será aplicada em um trecho de 18 quilômetros, com investimento de R$ 32 milhões. A obra deve começar em abril e tem prazo estimado de três meses.
Já na BR-364, o método será usado na reconstrução de 104 quilômetros entre Sena Madureira e a região após Manoel Urbano. O investimento previsto é de cerca de R$ 800 milhões, com licitação prevista para abril.
A expectativa é que a nova tecnologia aumente a durabilidade das obras e reduza a necessidade de manutenções frequentes nas rodovias do estado.








