Rio Branco, 8 de abril de 2026.

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Cheia dos rios leva Acre a decretar emergência em seis municípios e mobiliza força-tarefa

Além da situação de emergência pelos próximos seis meses, governo anunciou força-tarefa para auxiliar os atingidos – Foto Lucas Dourado

O governo do Estado do Acre decretou, neste domingo, 5, situação de emergência em seis municípios afetados pela cheia dos rios: Tarauacá, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Cruzeiro do Sul e Plácido de Castro. A medida busca acelerar ações de assistência às famílias atingidas e viabilizar o acesso a recursos federais.

O decreto será encaminhado ainda hoje à Casa Civil e terá validade de 180 dias, período em que o Estado e os municípios deverão intensificar os planos de ajuda humanitária e reconstrução das áreas afetadas.

Segundo o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Carlos Batista, o cenário é resultado de um volume elevado de chuvas registrado nas últimas semanas, o que provocou a elevação dos rios e impactos diretos nas populações ribeirinhas e urbanas.

“Esses últimos meses têm sido bastante ativos para a nossa região. Tivemos chuvas intensas desde dezembro e, agora, esse novo aumento no nível dos rios trouxe danos e prejuízos. O decreto facilita ações mais efetivas e a solicitação de recursos federais para reforçar o apoio aos municípios”, explicou.

De acordo com a Defesa Civil, mais de 40 mil pessoas foram atingidas pelas enchentes nos seis municípios. Apesar de os rios apresentarem sinais de vazante no momento, o monitoramento indica possibilidade de chuvas ainda acima da média nos próximos dias.

“Historicamente, temos registros de cheias entre os dias 10 e 20 de abril. Por isso, seguimos em alerta e acompanhando de perto a situação junto às defesas civis municipais”, acrescentou o coronel.

Anúncio de ações em apoio aos municípios reuniu diversos secretários estaduais – Foto Lucas Dourado

A secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, destacou que o governo está atento à situação das comunidades indígenas, especialmente na região do Juruá. Segundo ela, até o momento não houve solicitações formais de apoio nas aldeias, mas há preocupação com famílias em áreas urbanas.

“Estamos integrados com a Defesa Civil, a FUNAI e os distritos sanitários indígenas. No contexto urbano, há famílias indígenas em áreas como o bairro Miritizal e regiões próximas à lagoa, que já enfrentam impactos. Seguimos monitorando e prontos para agir conforme a necessidade”, afirmou.

Já o secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo das Neves Carvalho, ressaltou o papel técnico da pasta no monitoramento da situação, por meio do Centro Integrado de Inteligência e Geoprocessamento (SIGMA).

“A SEMA atua fornecendo dados técnicos que orientam as decisões do governo. Com a elevação dos níveis dos rios, emitimos notas técnicas que subsidiam medidas como o decreto de emergência, garantindo respostas mais rápidas à população”, explicou.

O decreto não se limita ao período de cheia, mas também ao pós-enchente, quando as comunidades enfrentam perdas materiais, danos estruturais e precisam de apoio para retomar a normalidade.

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