Rio Branco, 17 de abril de 2026.

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Boa notícia: Cai número de famílias endividadas em março no Acre

As famílias brasileiras endividadas começaram o ano em número maior do que no ano passado. Dados da Confederação Nacional do Comércio apontam que o número de famílias endividadas no mês de março foi maior do que o observado nos períodos anteriores, atingindo 80,4% delas. Aproximadamente 14.670.400 famílias estão nessa condição. A elevação desse índice atingiu 31.900 famílias a mais do que em fevereiro deste ano.

Por outro lado, o número de famílias com contas em atraso manteve-se no mesmo nível de fevereiro, atingindo 29,6% delas, enquanto as famílias que afirmam não ter condições de pagar suas contas diminuíram na comparação com fevereiro em 0,3%, reduzindo o número de famílias que afirmam não ter condições de quitar seus compromissos para 2.270.750.

Essa condição, segundo nota da Confederação Nacional do Comércio – CNC, “o novo recorde reforça o alerta da Confederação para os próximos meses, tendo em vista os efeitos do conflito no Oriente Médio e as consequências da alta do petróleo no bolso do consumidor”.

O cenário já é reconhecido pelo governo federal como um problema que precisa de solução imediata, enquanto a CNC destaca que o endividamento continuará avançando até que os efeitos da flexibilização da política monetária cheguem efetivamente ao consumidor final. Somados aos juros altos, a alta dos preços do diesel e dos combustíveis em geral tem gerado incerteza inflacionária. Esse aumento logístico repercute nos preços das mercadorias, reduz o poder de compra e força o uso de crédito para despesas básicas.

No Acre, número caiu

No Acre, mais de 108 mil famílias estão endividadas, diz pesquisa – Foto cedida

No Acre, a Federação do Comércio analisa os dados locais, objetivando projetar cenários para o comércio ao longo do próximo período.

Em março, o número de famílias endividadas, diferentemente do País, reduziu em 0,4%, com 108.455 famílias endividadas. Na comparação com o mês de fevereiro, são 604 famílias que liquidaram suas dívidas.

No entanto, das 108.455 famílias endividadas, 51.327 estão com contas atrasadas e 51.237 afirmam não ter condições de regularizar suas dívidas a curto prazo, notadamente entre famílias com renda superior a 10 salários mínimos. Já as famílias com renda de até 10 salários mantiveram o mesmo índice observado desde janeiro deste ano, permanecendo relativamente estáveis. Ainda assim, são as mais vulneráveis por conta da alta dos preços das mercadorias ocasionada pelos conflitos no Oriente Médio, com a elevação dos preços dos combustíveis e da energia, os quais são repassados ao consumidor final.

Por fim, “a grande quantidade de obrigações que se apresentam nos cinco primeiros meses do ano são as que mais se refletem no endividamento das famílias, como impostos municipais, estaduais e federais, a exemplo de IPTU, IPVA e IR levando-as à utilização de outras formas de crédito, notadamente o cartão. Essa projeção de endividamento deve ainda permanecer ao longo dos meses de abril e maio, com tendência de diminuição a partir desse período”, informa Egídio Garó, assessor institucional da Fecomércio Acre.

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